O deputado federal pelo Paraná Sargento Fahur (PL) reagiu a um gol do Brasil, na primeira partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo realizada no sábado (14/6) contra o Marrocos, com um xingamento ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Em vídeo compartilhado nas redes sociais, o bolsonarista se mostrou comemorando o gol do Brasil aos gritos: “Chupa, PT! Chupa, vermelhada dos infernos! Goool do Brasiil!!!”, gritou.

Em outro momento recente, o deputado também se manifestou em apoio ao bolsonarismo lavando a barba com o detergente Ypê, de maneira a ironizar a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender lotes da empresa por suspeita de falhas sanitárias. Parte da direita passou a defender que a medida teria motivação política por envolver a empresa associada a empresários que apoiaram a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.

Fahur é um policial militar reformado do Estado do Paraná e ex-integrante da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas ou Tático Móvel) da 4ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual do Paraná, onde atuou por 35 anos. Fahur entrou na política nas eleições de 2014, quando foi candidato a deputado federal, mas não foi eleito. 

Em 2017, foi aposentado compulsoriamente e entrou para a Reserva Remunerada da Polícia Militar do Paraná. No ano seguinte, filiou-se ao PSD para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados e foi eleito com 314.963 votos. Em 2022, migrou ao PL e foi eleito para seu segundo mandato na Casa.

A relação entre a torcida para o time brasileiro e o bolsonarismo também é um movimento feito pelo pré-candidato à presidência da República do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro. Em agenda de pré-campanha no Paraná, ele se referiu à camisa da Seleção como “a camisa do Bolsonaro e disse que o PT tenta “roubar” os símbolos nacionais associados ao bolsonarismo.

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A camisa da seleção é usada como símbolo político do bolsonarismo. Ela começou a ser usada como símbolo de oposição ao PT nas manifestações de junho de 2013 que precederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mas vem sendo alvo de uma tentativa de reintegração do partido de esquerda ao símbolo nacional.

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