O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) quer “neutralizar” e prender integrantes das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), caso alcance a cadeira do Planalto.
A afirmação foi feita durante o 1º Fórum Abastece Brasil, realizado no Edifício Minas Bolsa, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com participação de produtores rurais, empresários, representantes de classe e varejistas, na manhã desta quarta-feira (3/6).
Na última semana, os Estados Unidos tomaram a decisão de classificar as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Com isso, as organizações serão designadas como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. Antes disso, ambos os grupos já foram denominados “Terroristas Globais Especialmente Designados”.
"O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros", destaca comunicado feito pela Casa Branca.
A determinação acontece após a visita do senador ao presidente estadunidense Donald Trump. Flávio pediu pela designação. Ele também se encontrou com outros membros do gabinete americano, como o próprio Marco Rubio e o vice-presidente dos EUA, JD Vance. Assim que o comunicado foi divulgado, Flávio comemorou nas redes sociais: “Grande dia”.
Durante o evento na Grande BH, o senador afirmou que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), garantiu o porte de armas para que o fazendeiro possa proteger suas terras, e pretende seguir com a liberação, caso seja eleito. Segundo ele, o que muda com a denominação é uma “asfixia financeira”, com cooperação internacional, que impedirá que integrantes das facções e o dinheiro proveniente delas cheguem ao exterior.
“É esse dinheiro que garante que eles tenham um poderio bélico tão absurdo no Brasil, com barricadas nas entradas de bairros inteiros onde a polícia não pode entrar. Eles impõem medo coletivo e são uma ameaça ao governo constituído. O CV e PCC são as verdadeiras ameaças de democracia, e o Lula está defendendo quem ameaça a nossa democracia, que são esses terroristas. Chega! O Brasil não aguenta mais o presidente da República, ele faz lobby para traficantes”, declarou o senador.
O presidenciável defendeu que pretende combater o crime organizado, impedir que produtores rurais, transportadores de cargas, consumidores, e “todos que trabalham nessa carreira por último alimento”, sofram com a violência, diferentemente do governo Lula, que “defende ladrão do celular”.
“O que a gente vai fazer a partir de [20]27 é fazer com que ladrão do celular fique preso. A gente tem que mudar essa mentalidade no momento que defende o bandido. A partir de 27, vai ter um governo que combate o bandido”, afirmou.
Ele finalizou com um aviso: “Aqui é um recado, mas um recado claro: esses teoristas do CV, PCC: ou vocês metem o pé do Brasil até o final do ano, a partir de 2027 vocês vão ser presos ou neutralizados pelo menos”.
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Flávio ainda afirmou que o movimento foi mais do que Lula fez em 20 anos. “Lula não está fazendo nada, ele está priorizando a eleição, está se lixando para o povo brasileiro. Agora esse é o problema que eu vou resolver. Eu sou pré-candidato e em dois dias fiz mais pela segurança pública pro povo brasileiro do que o Lula em 20 anos", argumentou também durante o evento.
