O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resgatou publicações de Eduardo e Flávio Bolsonaro comemorando o tarifaço imposto pelo governo Trump ao Brasil, em 2025. As postagens foram mencionadas depois que os Estados Unidos sinalizaram que vão tarifar produtos brasileiros em 25%, e Flávio dizer que pediu pessoalmente ao presidente norte-americano para que não o fizesse.
A declaração foi feita nesta terça-feira (2/6), durante a inauguração da nova sede do campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), em Goiás. Ao abordar o episódio conhecido como "tarifaço", Lula citou nominalmente o senador e presidenciável e o irmão dele, acusando ambos de apoiarem a medida norte-americana.
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“Os meninos do Bolsonaro, um deles, que é candidato a presidente, disse no dia 9 de julho de 2025, no dia que o Trump taxou o Brasil em 50%: ‘Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo’. Hoje Flávio diz que não falou nada, mas ele está mentindo. E o Eduardo Bolsonaro também agradeceu quando o Brasil foi taxado”, declarou o presidente.
Segundo Lula, a publicação de Flávio Bolsonaro foi feita no mesmo dia em que o governo norte-americano anunciou as tarifas sobre produtos brasileiros. O presidente também afirmou que Eduardo Bolsonaro elogiou a decisão de Trump e defendeu a aplicação da Lei Magnitsky, legislação dos Estados Unidos utilizada para impor sanções a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou corrupção.
Durante o discurso, Lula afirmou que o Brasil respondeu às pressões do governo norte-americano por meio da diplomacia e contestou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar a medida. “Como eu não tenho navio para fazer as guerras de Trump, bomba atômica ou poderio militar, a minha guerra é da verdade contra a mentira, contra as narrativas. Quando o Brasil foi taxado em 50%, mandei cartas ao governo americano dizendo que eles estavam mentindo, porque eles não têm déficit com o Brasil. Quem tinha que aumentar a taxação somos nós, e não eles”, afirmou.
O presidente também disse ter mantido uma conversa de cerca de três horas com Trump para discutir a relação entre os dois países. Segundo Lula, o encontro ocorreu sem a participação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a quem classificou como “inimigo da América Latina”.
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Além das críticas à família Bolsonaro, Lula aproveitou o evento para defender a soberania brasileira sobre recursos minerais estratégicos, especialmente as chamadas terras raras. O presidente afirmou que o país não permitirá a exploração desses recursos sem controle nacional. “Não vamos permitir que levem nossos minerais e terras raras, assim como levaram nosso ouro no passado, enquanto ficamos lambendo os beiços”, disse.
