O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (19/5) que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao Warren Investimentos.
“Em Minas Gerais, nós estávamos trabalhando com a candidatura do Rodrigo Pacheco. Infelizmente ele optou por não ser candidato. Nós reabrimos o diálogo em Minas Gerais, estamos conversando com várias lideranças em Minas. Eu tenho certeza que nós vamos construir uma candidatura forte, um palanque forte, pro presidente em Minas”, disse Edinho.
A fala ocorre após semanas de indefinição sobre a participação de Pacheco na disputa pelo Palácio Tiradentes. Como mostrou o Estado de Minas, o senador já havia sinalizado, em conversa reservada com Edinho, que não pretendia disputar o governo estadual, embora ainda mantivesse aberta a possibilidade de uma conversa final com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o cenário eleitoral mineiro.
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Procurada pela reportagem, a assessoria de Pacheco informou que o senador não comentaria o caso neste momento, porque aguarda uma reunião com Lula, ainda sem data definida.
No início deste mês, o parlamentar afirmou que tomaria uma decisão até o fim de maio. “Vou analisar. Acho que até o final deste mês de maio é um bom tempo”, declarou antes de uma sessão solene no Senado, em Brasília.
O nome de Pacheco vinha sendo tratado pelo Palácio do Planalto como prioridade para liderar um palanque competitivo de Lula em Minas Gerais, estado considerado estratégico para a eleição presidencial de 2026. A avaliação de aliados do presidente é que o senador teria capacidade de atrair partidos de centro e ampliar a base de apoio do petista no estado.
Nos bastidores, contudo, a indefinição de Pacheco passou a ser vista como um obstáculo para a formação de uma frente ampla em Minas. A dificuldade de consolidar alianças e estruturar um palanque forte teria sido um dos fatores apontados pelo senador para resistir à candidatura.
Em meio às especulações sobre seu futuro político, também ganhou força em Brasília a hipótese de Pacheco ser indicado ao Tribunal de Contas da União (TCU). A possibilidade surgiu diante de rumores sobre uma eventual saída do ministro Bruno Dantas da Corte para assumir um cargo na iniciativa privada. A vaga, nesse caso, seria indicada pelo Senado, onde Pacheco mantém influência política.
Com o impasse, o PT passou a discutir alternativas para Minas Gerais. Entre os nomes cogitados está o de Alexandre Kalil, que mantém capital político no estado após comandar a Prefeitura de Belo Horizonte entre 2017 e 2022. A relação do ex-prefeito com o campo lulista, entretanto, ainda é tratada com cautela por aliados do presidente, principalmente pelas divergências em torno da composição de uma eventual chapa para 2026.
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(Com informações de Alessandra Mello)
