O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), diz esperar que o Congresso delibere sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do ano que vem.
"Essas frutas podres que estão no Supremo não ficarão lá. Árvore podre não fica em pé muito tempo", disse Zema em conversa com jornalistas em Nova York. O ex-governador foi aos Estados Unidos para participar do 15º Lide Brazil Investement Forum, que reuniu centenas de empresários, investidores e lideranças.
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“Hoje, o Senado já tem maioria e um presidente com o rabo preso fica lá engavetando uma investigação”, declarou Zema ao fazer uma crítica ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sugerindo que haveria apoio suficiente entre senadores para abrir um processo de impeachment contra ministros, mas que isso não avançaria por causa da atuação da presidência da Casa.
A necessidade de impeachment de membros da Suprema Corte é defendida por setores da direita e por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente após decisões da Corte relacionadas a investigações sobre atos antidemocráticos e processos envolvendo bolsonaristas.
Não há previsão constitucional de impeachment de ministro do STF. No entanto, a Constituição Federal estabelece que compete ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade. Esses crimes são definidos na Lei nº 1.079/1950, conhecida como Lei do Impeachment. É essa norma que permite que qualquer cidadão, seja parlamentar ou não, denuncie ministros e o procurador-geral da República por crimes de responsabilidade que eventualmente cometam.
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A fala de Zema também ocorre em meio ao movimento de aproximação dele com o eleitorado conservador e de direita, já mirando a disputa presidencial de 2026.
