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Zema pede impeachment de Alexandre de Moraes e cobra posição de Lula e OAB

Governador esteve nesta segunda-feira no Senado protocolando junto com seu partido pedido de abertura de processo de impedimento do ministro

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O governador Romeu Zema (Novo) esteve, nesta segunda (9/3), no Senado, em Brasília, para apresentação de um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, assinado pelo presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, e por deputados e senadores do partido. Já são 65 pedidos de afastamento do ministro em tramitação no Congresso Nacional desde 2019.

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Em coletiva após o pedido, o governador, ao lado de parlamentares do Novo, disse estar no Senado "muito mais como um brasileiro indignado do que como governador de Minas Gerais". "O que nós temos assistido nessas últimas semanas no Brasil é algo estarrecedor e fica muito claro que à medida que o tempo avança, essas pessoas, esses envolvidos, se julgam acima da lei, se julgam intocáveis", afirmou. Segundo ele, dois presidentes (Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff) já sofreram impeachment e "já passou da hora" do mesmo acontecer com ministros do STF.

"E isso é pelo bem do Brasil, é pelo bem das instituições. Na transparência internacional, com esses últimos fatos, o que tem ocorrido, o Brasil só tem perdido posições. Isso para nós brasileiros é muito ruim. Nós temos um pequeno grupo que se julga intocável, que se julga capaz de fazer de tudo e ficar imune. E não é porque alguém julga que não pode ser julgado. Precisa sim", defendeu o governador que vem fazendo críticas reiteradas à atuação do STF.

Zema também disse estar assustado com o "silêncio total" das associações de magistrados sobre as denúncias de que Moraes teria relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso semana passada, sob acusação de fraudes financeiras e tentativa de intimidação de testemunhas e jornalistas. Para o governador, "a grande maioria dos magistrados, 99%, são pessoas corretas", mas estão tendo seus nomes manchados por causa de uma minoria.

Zema também cobrou um posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também dos centros acadêmicos das faculdades de direito. "Esse pessoal tão ativo, assistindo essas aberrações nesses últimos dias, e todo mundo calado. Mas ainda bem que nós aqui do partido Novo não temos o rabo preso com ninguém, estamos aqui porque sabemos que o que foi cometido é gravíssimo e merece ser apurado", defendeu o governador, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto e deixará o comando do estado no próximo dia 22 para iniciar a sua campanha presidencial.

"Como governador de Minas, de um estado que liderou o início do processo de independência do Brasil, eu estou aqui indignado, como quase todos os mineiros, e vamos levar adiante. Não podem existir mais nesse país os intocáveis. Casta existe na Índia, aqui no Brasil temos de acabar com essa casta dos intocáveis", afirmou.

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De acordo com ele, o caso das supostas relações de Moraes com Vorcaro é "algo gravíssimo". "Uma afronta ao brasileiro que levanta cedo, trabalha o dia todo e rala. Se alguém é ambicioso e quer ficar rico, ótimo, mas vá atuar no setor privado e não ficar exercendo um cargo público e se aproveitando disso", afirmou. Sem citar o nome do ministro, Zema disse que "querer ganhar dinheiro a troco de venda, de favores, de abertura, de algum contato, é algo que nós não podemos admitir e vamos levar essa batalha até as últimas consequências." Zema também cobrou um posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso. "O que me motivou a ser candidato em 2018 foi a roubalheira e a incompetência do PT, que destruiu Minas Gerais. E agora estamos aí assistindo novamente algo semelhante, e cadê o posicionamento do presidente também? Não vi. E quem está calado, na minha opinião, é porque está concordando, quem está omisso é porque parece que está achando que tudo que está ocorrendo é normal e não é", afirmou Zema.

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