EM SÃO PAULO

Zema defende prisão de ministros do STF

Pré-candidato ao Planalto, ex-governador de Minas mira Moraes e Toffoli, critica Judiciário e aposta no sentimento de indignação do eleitorado

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), intensificou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (13/4) e defendeu abertamente a prisão de ministros da Corte. A declaração foi feita durante encontro com lideranças políticas na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro da capital paulista, e marca uma das falas mais duras do governador contra o Judiciário.

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“Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não merecem só processo de impeachment, merecem prisão”, afirmou Zema, ao comentar o que considera uma crise institucional no país.

O ex-governador foi além e afirmou que o STF atravessa um processo de deterioração. “O STF era um lugar que nós tínhamos uma certa confiança, mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora, realmente, aflorou toda a podridão que está lá dentro”, disse.

A fala se insere em um movimento mais amplo de endurecimento retórico de Zema, que tenta ampliar seu espaço entre eleitores de direita em um cenário competitivo, hoje liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Em busca de maior visibilidade, o mineiro tem adotado uma linha mais combativa, especialmente contra o Judiciário e pautas associadas ao governo federal.

Durante o evento, Zema classificou o momento político como a “maior crise moral da história do Brasil” e disse haver, em Brasília, uma “farra dos intocáveis”. “Nós estamos assistindo lá em Brasília a farra dos intocáveis. Na minha opinião, daqueles que se consideram intocáveis”, afirmou.

Para o pré-candidato, a resposta a esse cenário virá das urnas. “As urnas vão responder em outubro. Nós vamos ter, se não tivermos até outubro, mudanças. Vamos ter ano que vem. O clima de indignação que eu percebo nunca esteve tão grande”, disse, em referência ao ambiente eleitoral.

Disputa interna e estratégia política

As declarações ocorrem em meio à dificuldade de Zema em avançar nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento mais recente do Datafolha, o ex-governador aparece com 4%, tecnicamente empatado com outros nomes da chamada terceira via e distante dos líderes da disputa.

Nesse contexto, o endurecimento do discurso é visto por interlocutores como uma tentativa de dialogar diretamente com o eleitorado mais crítico ao STF e ao sistema político tradicional, um segmento que tem sido fortemente mobilizado nos últimos anos.

Além das críticas à Corte, Zema também defendeu mudanças estruturais no funcionamento do Supremo, como a revisão dos critérios de indicação de ministros, com a adoção de mecanismos que ampliem a participação institucional na escolha.

Críticas a programas sociais e pauta trabalhista

O ex-governador também voltou a atacar políticas sociais e pautas trabalhistas em debate no Congresso. Ao comentar programas de transferência de renda, fez críticas ao que classificou como distorções no sistema. “Tem marmanjo de 20, 25 anos recebendo Bolsa Família que fica o dia inteiro no sofá jogando videogame”, afirmou, ao defender uma revisão dos critérios.

Zema também criticou o debate sobre o fim da escala de trabalho 6 por 1, que vem ganhando espaço no Congresso e no governo federal. Para ele, a proposta é “populismo e demagogia” em ano eleitoral. “Eles consideram um prêmio, mas nós sabemos que é algo nocivo para boa parte da população”, disse.

Segurança pública e referência internacional

Na área de segurança pública, o pré-candidato voltou a defender a adoção de medidas mais duras no combate ao crime e citou como referência o modelo implementado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

As políticas de Bukele, que incluem encarceramento em massa e endurecimento das leis penais, ganharam notoriedade internacional, mas também são alvo de críticas de organizações de direitos humanos, que apontam violações de garantias fundamentais.

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A defesa da prisão de ministros do STF representa um novo patamar na retórica política de Zema e amplia a tensão no debate público envolvendo o Judiciário. A fala ocorre em um momento em que decisões da Corte têm sido alvo de críticas recorrentes por parte de lideranças da direita, especialmente em temas relacionados à atuação eleitoral, redes sociais e investigações.

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