Caporezzo vai aos EUA em agenda de deputados do PL com Eduardo Bolsonaro
Parlamentares e pré-candidatos do PL se reuniram com o ex-deputado no Texas em meio a repercussões do caso "Dark Horse"
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Deputados do PL e pré-candidatos ligados ao partido viajaram aos Estados Unidos neste fim de semana para participar de reuniões com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que vive no país desde fevereiro de 2025. Entre os parlamentares que integraram a agenda está o deputado estadual mineiro Cristiano Caporezzo (PL-MG), pré-candidato à Câmara dos Deputados.
O encontro ocorreu no Texas, onde Eduardo Bolsonaro tem se mantido desde o ano passado, e reuniu parlamentares e nomes cotados para disputar as eleições de outubro. Não é a primeira vez que aliados de Eduardo Bolsonaro viajam ao Texas para encontrá-lo.
Em março, um grupo semelhante de parlamentares já havia se reunido com o ex-deputado para discutir a eleição deste ano e reforçar sua articulação política junto ao grupo bolsonarista.
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"Dark Horse”
A visita acontece em meio à repercussão do caso envolvendo o filme Dark Horse, produção baseada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mensagens e áudios divulgados pelo portal The Intercept Brasil mostram conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, nas quais o parlamentar cobrava o repasse de valores milionários para custear o projeto audiovisual. Flávio Bolsonaro afirmou que não houve ilegalidade na negociação e sustentou que se tratava de recursos privados.
Os desdobramentos do caso também alcançaram Eduardo Bolsonaro. Segundo informações já reveladas, um fundo ligado a Paulo Calixto, advogado do ex-deputado nos Estados Unidos, comprou em fevereiro uma casa em Arlington, no Texas, estado onde ele reside. Calixto também administra outro fundo que recebeu parte dos R$ 61 milhões pagos por Vorcaro em 2025, a pedido de Flávio.
A Polícia Federal suspeita que recursos ligados ao ex-banqueiro possam ter sido usados para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado nega a suspeita e classificou a apuração como “tosca”, argumentando que sua condição migratória impediria o recebimento de valores.
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Reportagem do The Intercept Brasil também apontou que Eduardo atuou como produtor-executivo de Dark Horse e assinou contrato com poderes sobre a gestão financeira do projeto.