'DARK HORSE'

Mais de 90% do orçamento do filme sobre Bolsonaro foi bancado por Vorcaro

Cinebiografia de Jair Bolsonaro já consumiu R$ 65 milhões e busca novos investidores para conclusão. Valor super o de 'Ainda estou aqui', vencedor do Oscar

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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, bancou mais de 90% do investimento feito no filme biográfico de Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse” (Azarão, em tradução livre).

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Em entrevista à TV Globo e Globonews, Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo longa (GoUp), afirmou que o orçamento já utilizado no filme é de US$ 13 milhões – o que equivale a aproximadamente R$ 65,65 milhões. 

Reportagem recente do site The Intercept Brasil mostra áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cobrando uma transferência de R$ 134 milhões do ex-banqueiro para o financiamento do filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O investigado chegou a pagar US$ 12 milhões, o equivalente a R$ 61 milhões para a produção, valor que supera os custos de filmes que venceram o Oscar, como "Ainda estou aqui" e "Conclave".

O montante transferido representa cerca de 92% do orçamento atual da produção. Segundo a produtora, todos que estavam à frente da produção tiveram que buscar novos investidores após a prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. 

“Nossa vida todo dia era falar com pessoas da iniciativa privada que pudessem apoiar o nosso projeto”, afirmou Karina. No entanto, argumentou que Vorcaro atuou como intermediador de verba, não como investidor, uma vez que a empresa não recebeu recursos diretamente do ex-banqueiro ou de empresas ligadas a ele. 

A fala de Karina contraria outras do pré-candidato do PL, que já citou Vorcaro como investidor – e não como intermediador. Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (19/5), Flávio afirmou que visitou Vorcaro um dia após o ex-banqueiro ser preso, em 2025, no âmbito da primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes da instituição financeira, para uma reunião sobre o financiamento.

O senador também alegou que se encontrou com o ex-banqueiro em um segundo momento, depois que ele passou a usar tornozeleira eletrônica e não poderia sair da cidade de São Paulo. “Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa (sic), eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e não correria riscos”, argumentou. Ele também argumentou que foi difícil encontrar novos investidores depois da saída de Vorcaro.

Segundo Karina, todo o dinheiro usado no filme veio do fundo Heavensgate, que é sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, que é aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Investigações da Polícia Federal (PF) indicam que a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, foi a fonte de recursos para o filme.

O investimento de Vorcaro foi viabilizado a partir de um contato de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro. O senador argumenta que procurava uma iniciativa privada para financiar o filme sobre o pai, antes de ter qualquer informação contra o ex-dono do Master.

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O “Dark Horse” foi filmado no Brasil e está em fase de pós-produção, com inclusão de efeitos especiais e sonorização. De acordo com a dona da GoUp, o longa ainda precisa de recursos. A previsão de estreia é ainda em 2026, mas não há data exata para o longa entrar no circuito comercial.

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