CASO MASTER

Famílias de Ciro Nogueira e Vorcaro viajaram juntas à França

Além da amizade, a PF investiga vínculos financeiros e societários entre os familiares que podem ter sido utilizados para ocultar vantagens financeiras

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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a filha, Maria Eduarda Nogueira, viajaram para a França em janeiro de 2025 ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e da então namorada dele, a influenciadora Martha Graeff. A proximidade entre as famílias voltou ao centro das atenções após a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nessa quinta-feira (7/5), que investiga supostas vantagens financeiras e patrimoniais envolvendo o parlamentar.

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Imagens obtidas pelo Correio mostram Maria Eduarda e Martha Graeff em registros de viagens e eventos privados, tratando-se publicamente como amigas. A viagem à França ocorreu antes de a PF apontar indícios de uma relação que, segundo os investigadores, extrapolaria os limites de amizade entre Vorcaro e o presidente nacional do Progressistas. A operação apura repasses financeiros, aquisição de participação societária e benefícios concedidos ao senador e pessoas ligadas a ele.

A investigação também alcançou a empresa CNFL Empreendimentos Imobiliários, alvo de mandados da PF por ter recebido pagamentos de uma companhia vinculada ao dono do Banco Master. A empresa tem como sócios integrantes da família de Ciro Nogueira, incluindo as filhas Maria Eduarda e Iracema Nogueira, além da ex-mulher do senador, Eliane Nogueira. O próprio parlamentar e o irmão, Raimundo Nogueira, também aparecem no quadro societário.

Segundo dados da Junta Comercial do Piauí, Maria Eduarda e Eliane concentram a maior parte do patrimônio da empresa, com 47% de participação cada uma. Iracema possui 5%, enquanto Ciro Nogueira detém 1% da sociedade. A PF investiga se os pagamentos feitos à companhia teriam sido utilizados para ocultar vantagens indevidas ligadas ao suposto esquema envolvendo o Banco Master.

A defesa de Ciro Nogueira nega irregularidades e afirma que todas as relações pessoais e empresariais do senador ocorreram dentro da legalidade. Os advogados sustentam que não há provas de participação do parlamentar em qualquer esquema ilícito e dizem confiar que as investigações irão esclarecer os fatos.

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