NOS EUA

Lula pede e Trump muda ordem de reunião na Casa Branca

Concessão permite reunião privada entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos antes de reunião com a imprensa

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A pedido do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente americano Donald Trump (Republicanos) alterou a ordem da reunião bilateral na Casa Branca, sede do governo estadunidense em Washington, nos Estados Unidos, no início da tarde desta quinta-feira (7/5).

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A previsão inicial era que haveria a recepção oficial e, na sequência, Lula e Trump estariam no Salão Oval em uma interação aberta à imprensa. Na sequência, os dois se reuniriam em uma reunião fechada.

No entanto, a pedido de Lula, uma reunião privada entre os presidentes acontece antes da abertura para os demais presentes. A concessão aponta uma postura amistosa de Trump, que tem um histórico de constrangimento de convidados antes de reuniões como esta.

A reunião tinha duração prevista de 30 minutos, mas o encontro entre presidentes acontece há pelo menos 1h30.

O encontro é considerado uma “visita de trabalho”, modalidade considerada mais objetiva e reservada do que uma visita de Estado. Diferentemente de cerimônias formais com jantar de gala e honras militares, a reunião deve se concentrar em negociações bilaterais e discussões estratégicas.

Dentre os temas previstos, estão a cooperação de minerais críticos e terras raras, o combate ao crime organizado internacional, discussão sobre tarifas comerciais e investigações americanas que envolvem o sistema de pagamento brasileiro Pix.

Reaproximação em curso

A reunião na Casa Branca é o mais recente capítulo de uma reaproximação gradual entre os dois presidentes. Após um período de tensão, Lula e Trump voltaram a se aproximar na Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, e em seguida tiveram um encontro privado na Malásia, em outubro. Pouco depois, o “tarifaço” adicional de 40% imposto pelos EUA a produtos brasileiros teve os efeitos reduzidos com a retirada de diversos itens da lista de incidência de taxação.

A agenda do encontro envolve temas que vão além do comércio bilateral. Minerais críticos e terras raras – insumos estratégicos para a indústria de tecnologia e defesa –, além da cooperação no combate ao crime organizado transnacional, figuram entre os principais pontos discutidos.

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O Brasil tenta ampliar acordos de inteligência e compartilhamento de dados com autoridades norte-americanas, enquanto Washington avança em uma intensa busca por fornecedores alternativos de minerais raros fora da órbita chinesa.

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