NEGOCIAÇÃO

Flávio Bolsonaro ironiza encontro de Lula e Trump com vídeo de IA

Pré-candidato à Presidência sugeriu que reunião entre presidentes servirá para Brasil entregar terras raras aos Estados Unidos

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou na quarta-feira (6/5) um vídeo produzido com inteligência artificial ironizando o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. Nas imagens, o presidente brasileiro aparece oferecendo uma caixa de “terras raras” aos Estados Unidos em troca de o país não classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

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Na gravação, publicada nas redes sociais do parlamentar, Lula surge ajoelhado no Salão Oval da Casa Branca, chorando diante do presidente americano Donald Trump enquanto segura uma caixa identificada com a expressão “terras raras”.

O vídeo faz referência às discussões diplomáticas e comerciais que envolvem o encontro entre Lula e Trump marcado para esta quinta-feira (7/5), em Washington, nos Estados Unidos. A reunião deve concentrar debates em quatro grandes áreas: minerais críticos, segurança pública, comércio exterior e tecnologia financeira.

A principal pauta estratégica envolve os minerais críticos e as terras raras. Os Estados Unidos buscam ampliar parcerias para garantir acesso a insumos essenciais para a transição energética, produção de semicondutores, indústria militar e tecnologia. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais e pretende apresentar o novo Marco Legal dos Minerais Críticos, aprovado pela Câmara, que cria regras para exploração, limita exportações de matéria-prima bruta e incentiva o beneficiamento no país.

Outro tema central será o combate ao crime organizado internacional. O governo Trump avalia classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. O governo brasileiro resiste à medida e defende ampliar a cooperação técnica entre os países para combater lavagem de dinheiro, tráfico de armas e narcotráfico sem alterar a classificação jurídica dos grupos.

Na área econômica, os dois governos também devem discutir tarifas comerciais e investigações abertas pelos Estados Unidos contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Apesar de Trump ter reduzido parte das tarifas recentemente, Washington segue analisando práticas brasileiras consideradas potencialmente prejudiciais a empresas americanas.

Entre elas está o PIX, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Os EUA investigam se a ferramenta favorece um suposto monopólio estatal em detrimento de empresas privadas americanas de pagamentos, como Visa, Mastercard e PayPal. O governo brasileiro pretende defender o modelo do PIX e contestar as alegações americanas.

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A reunião ocorre em formato de “visita de trabalho”, com foco em negociações reservadas e acordos bilaterais.

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