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Lula e Trump: como será o encontro na Casa Branca

Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos se encontram hoje (7/5) e devem debater temas estratégicos para os dois países

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se encontram nesta quinta-feira (7/5), em Washington, para uma reunião bilateral na Casa Branca. Este será o segundo encontro presencial entre os dois líderes desde o retorno do republicano à presidência americana, em janeiro de 2025.

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Segundo a agenda divulgada pela Casa Branca, a programação prevista no horário de Brasília é a seguinte:

  • Recepção oficial às 12h;
  • Reunião no Salão Oval às 12h15, possivelmente aberta à imprensa;
  • Almoço de trabalho às 12h45.

Lula passou a noite na residência oficial da embaixadora do Brasil em Washington e seguiu pela manhã para a Casa Branca.

Temas abordados

O encontro foi classificado como uma “visita de trabalho”, modalidade considerada mais objetiva e reservada do que uma visita de Estado. Diferentemente de cerimônias formais com jantar de gala e honras militares, a reunião deve se concentrar em negociações bilaterais e discussões estratégicas.

Entre os principais temas previstos estão a cooperação em minerais críticos e terras raras, o combate ao crime organizado internacional, a discussão sobre tarifas comerciais e as investigações americanas envolvendo o sistema de pagamentos brasileiro PIX.

A pauta mineral ganhou destaque com a inclusão do ministro de Minas e Energia, Alessandro Silveira, na comitiva presidencial. Os Estados Unidos demonstram interesse estratégico nas reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras, consideradas fundamentais para a transição energética, a indústria de defesa e o setor de tecnologia. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais.

Durante a reunião, Lula deve mencionar a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto que cria o Marco Legal para Minerais Críticos. A proposta estabelece regras para exploração de elementos como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras.

O texto prevê a criação de um conselho para administrar os recursos e avaliar riscos geopolíticos e econômicos em parcerias internacionais. A proposta também limita a exportação de matérias-primas brutas e cria incentivos fiscais para empresas que realizarem beneficiamento no país e exportarem produtos de maior valor agregado.

Além disso, o projeto cria um fundo de R$ 5 bilhões, com recursos públicos e privados, destinado a estimular investimentos no setor. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a legislação busca fortalecer a soberania nacional sobre os recursos minerais estratégicos.

Outro eixo central da reunião será a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Participam da comitiva brasileira o ministro da Justiça e o diretor-geral da Polícia Federal. O governo americano avalia classificar facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

O Itamaraty, no entanto, resiste à proposta e prefere manter o foco na cooperação técnica para combater lavagem de dinheiro, tráfico internacional de armas e narcotráfico. Integrantes do governo brasileiro avaliam que uma eventual classificação pode abrir espaço para sanções e ampliar a ingerência americana em assuntos internos do país.

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Na quarta-feira (6/5), Trump aprovou uma nova estratégia antiterrorismo que estabelece como prioridade a eliminação de cartéis de drogas e organizações criminosas transnacionais.

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