O empresário Roberto Justus afirmou que não gostaria de ver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de volta ao poder e elogiou a capacidade de liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em episódio do podcast “Irmãos Dias”, exibido no início de março, mas voltou a ganhar repercussão após um recorte da fala viralizar nas redes sociais nesta semana.

Durante a entrevista, Justus avaliou que Bolsonaro “pisou muito na bola” e adotou uma postura radical após a derrota nas eleições de 2022. Segundo ele, o ex-presidente não soube conduzir o país e acabou contribuindo para o retorno da esquerda ao poder.

“Hoje eu não gostaria de ter o presidente Bolsonaro de volta, pisou muito na bola. Acabou entregando de volta o governo à esquerda brasileira, com a incompetência dele, na minha opinião”, afirmou.

O empresário também criticou a forma como Bolsonaro reagiu após o pleito, mencionando a viagem aos Estados Unidos e a recusa em participar da cerimônia de transmissão de faixa presidencial.

Tentativa de golpe

Ao comentar a tentativa de golpe, no dia 8 de janeiro de 2023, Justus avaliou que houve um movimento de questionamento do resultado eleitoral, embora ele relativize a gravidade dos atos antidemocráticos e da responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

“Não acho que houve tentativa de golpe, mas houve um movimento de não aceitar a derrota. É um pouco exagerado dizer que houve golpe, sem armas, sem nada. Mas teve um movimento de chamar a turma e perguntar: ‘o que a gente pode fazer? Dá para declarar estado de sítio?’, coisa parecida. Ele tentou, viu que não dava e se mandou para os Estados Unidos. Também não precisava. E a pena foi dura demais para aquilo que acabou não acontecendo", disse.

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Por outro lado, o empresário fez elogios a Lula, destacando sua habilidade política. “Ele tem cacoete de líder. Eu posso não concordar com a esquerda e com a forma que o Lula faz as coisas, não estou aqui defendendo, mas pelo menos no estilo dele, nas coisas que ele acredita, que eu não acredito, ele sabe fazer, ele muito esperto, muito inteligente, tem carisma", ponderou, completando que em sua opinião Lula não está fazendo “um grande governo".

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