O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo de Minas Gerais, criticou o ex-governador Romeu Zema (Novo) pela recomposição salarial de 5,4% para os servidores públicos do estado anunciada neste ano.

Apesar de estar acima da inflação, a recomposição frustrou servidores, já que não compensa o efeito cumulativo por perdas desde 2022, com períodos sem reajuste inflacionário.

Forças de segurança

A crítica de Kalil vem após o atual governador, Mateus Simões (PSD), que era vice de Zema, passar a apoiar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a revisão anual da remuneração de servidores das forças de segurança.

“Agora segurança pública é papo de moda. Todo mundo nunca ligou, nunca valorizou. Principalmente quem está no governo”, criticou o ex-prefeito.

A defasagem na recomposição das forças de segurança sempre foi um calcanhar de Aquiles da gestão Zema-Simões, que gerou grande desconforto com a categoria e com nomes importantes da direita que a representam politicamente, como os deputados estaduais Cristiano Caporezzo (PL) e Sargento Rodrigues (PL).

'Criminoso'

“Nós tradicionalmente tivemos a melhor polícia do Brasil. O que foi feito com as polícias Militar, Civil e Penitenciária nesses últimos oito anos é criminoso. O que foi feito com o professor é criminoso. O aumento é de 5%. O do secretariado do governador é de 300%”, disparou Kalil.

Em 2023, Zema sancionou aumento de 298% no próprio salário e no de demais membros do primeiro escalão (vice-governador e secretários estaduais).

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“P***, se está tão defasado assim, não pode ser 5% pro funcionalismo público e 300% pro primeiro escalão. Inteiro, tá? Inclusive do governador. Alguma coisa está errada”, completou Kalil.

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