Laudo da Polícia Federal (PF) atestou que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário de Daniel Vorcaro, foi causada por suicídio na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) de Minas Gerais, em Belo Horizonte, pouco após ser preso no dia 4 de março em meio à Operação Compliance Zero.

Mourão era conhecido como “sicário” pois o termo vem do latim e significa assassino de aluguel. A conclusão da investigação, que será apresentada ao relator do Caso Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, nesta quinta-feira (23/4), indica que a morte não foi provocada por terceiros ou pela pressão sofrida por Sicário no momento da prisão.

A informação foi divulgada pelo G1. Ao Estado de Minas, a PF informou que o superintendente da corporação no estado, delegado Richard Murad Macedo, e o presidente do inquérito seguiram hoje para Brasília para entregar pessoalmente o inquérito relatado ao STF. “Nenhum veículo de imprensa teve acesso a nenhum dos cinco laudos solicitados”, informou a assessoria.

Após tentar tirar a própria vida, Mourão foi socorrido e levado ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Ele ficou em estado grave, na ala de CTI, e foi submetido a um protocolo de morte encefálica na manhã do dia 6 de março. Sua morte foi confirmada às 18h55 do mesmo dia. 

Conforme divulgado pelo portal, os agentes analisaram a gravação em vídeo de toda a permanência de Mourão na cela da PF, que inclui o momento em que ele atenta contra a própria vida. Além disso, ouviram testemunhas, pessoas próximas a ele e analisaram conversas que ele teve. A possibilidade de Sicário ter agido sob efeito de substâncias psicotrópicas também foi analisada.

Dados anteriormente divulgados pela polícia indicam que Mourão chefiava o grupo “A Turma”, milícia privada conhecida como o “núcleo de intimidação” do empresário, que é dono do Banco Master. Segundo decisão de Mendonça do início das investigações, o grupo era utilizado para tratar de monitoramento de pessoas, levantamento de informações e definição de estratégias contra terceiros.

Mensagens obtidas pela PF no celular de Vorcaro indicam que foi a Mourão a quem o empresário escreveu que queria “mandar dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", em um assalto simulado. Sicário perguntou se poderia executar a ação e Vorcaro confirmou.

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Os bens de Sicário continuam bloqueados. A polícia entende que eles foram fruto de ação criminosa.

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