O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), lamentou pela saúde do pai, Jair Bolsonaro (PL). O filho visitou o ex presidente nesta quarta-feira (1°/4) e afirmou que a saúde dele está deteriorando-se, principalmente em razão da prisão.

Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital em que tratava um quadro de pneumonia bacteriana bilateral na última sexta-feira (27/3) e foi liberado, pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) para cumprir, temporariamente, sua prisão em casa.  

A prisão domiciliar foi fixada em três meses. Depois disso, Moraes vai reavaliar a condição de saúde do ex-presidente para decidir se ele continuará a cumprir a pena em casa ou voltará para a Papudinha.

A decisão estabelece um regime rígido no cumprimento da pena, que combina isolamento, vigilância permanente e controle sobre comunicação e visitas. Bolsonaro tem que cumprir 12 regras. Dentre elas, está a determinação de que as visitas dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan sejam autorizadas em horários fixos às quartas e sábados. Já a esposa, Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia têm livre acesso a ele por morarem na residência. 

A restrição de horário é vista como um problema por Carlos. Em uma publicação no X (antigo Twitter), o político considerou a regra “peculiar”, especialmente porque ele precisa dividir o tempo de visitação de duas horas com os irmãos.

Carlos afirmou no post que o pai “continua enfrentando crises de soluços intermináveis e ininterruptas”, com uma saúde que “se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”.

Mesmo declarando o estado frágil de Bolsonaro, o filho ainda afirma que o vê como um “homem inacreditavelmente forte, resiliente e participativo”, cuja “máquina não parou”. 

“(...) ele ainda está preso e não cometeu crime algum que justifique uma pena de 27 anos e 3 meses. Tenho absoluta certeza de que, independentemente da maldade que tentam impor a um homem inocente, ele jamais se entregará”, escreveu o ‘filho 02’. Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado. 

A publicação foi acompanhada de uma foto antiga da dupla de pai e filho, registrada em 2019. A imagem mostra um celular à mesa e deixa implícito que também foi registrada em um aparelho eletrônico. O uso de aparelhos telefônicos está proibido no cumprimento da prisão domiciliar. Toda pessoa que visitar Jair deverá ser revistada e ter os aparelhos recolhidos. O ex-presidente também não pode acessar nem utilizar redes sociais ou gravar vídeos e áudios, direta ou indiretamente. Caso alguma regra seja descumprida, a prisão domiciliar poderá ser revogada. Nesse caso, Bolsonaro voltaria à detenção da Polícia Federal.

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As visitas de Carlos a Jair são constantemente acompanhadas de comentários sobre as condições ruins de saúde de Bolsonaro. Em dezembro, ele criticou a prisão do pai, que estava detido na Papudinha, afirmando que a prisão agravou episódios de soluço, o que configuraria tortura. Também disse que a detenção de Jair é uma "desumanidade". Já durante a internação recente, comentou sobre o pai estar "inchado e irritado".

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