Gleidson Azevedo deixa Novo e se filia ao Republicanos de olho no Congresso
Irmão do senador Cleitinho Azevedo, Gleidson articula candidatura a deputado federal e não descarta disputa ao Senado
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O ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, anunciou neste domingo (5/4) sua saída do partido Novo e filiação ao Republicanos, legenda do irmão gêmeo, o senador Cleitinho Azevedo. O ex-chefe do Executivo municipal projeta disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, mas não descarta uma eventual candidatura ao Senado.
A mudança ocorre poucos dias após Gleidson renunciar ao comando da prefeitura, no último dia 27, dentro do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. A decisão, segundo ele, foi motivada pela percepção de que muitos dos desafios enfrentados pelos municípios dependem de articulação em nível federal.
Em vídeo divulgado nas redes sociais antes de deixar o cargo, Gleidson destacou o peso da votação histórica que recebeu. “Vocês me elegeram o prefeito mais bem votado da história de Divinópolis. E eu nunca encarei isso como uma vitória. Sempre encarei com responsabilidade”, afirmou. Na mesma publicação, justificou a saída: “Muitas das soluções que a nossa cidade precisa não dependem só da prefeitura. Dependem de decisões que são tomadas muito longe daqui, em Brasília”.
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A avaliação de que o poder local encontra limites na dependência de recursos federais também embasou sua decisão de buscar mandato no Congresso. Em entrevista, o ex-prefeito afirmou que entre 60% e 70% das obras realizadas em Divinópolis contaram com verbas oriundas de emendas parlamentares. “Hoje, 90% dos municípios do Brasil, para poder ter investimento, dependem de deputados estaduais e federais”, disse. “Eu vi que, no Congresso, posso ajudar não só Divinópolis, mas toda a região do Centro-Oeste”.
O alinhamento com o Republicanos reforça ainda a estratégia familiar e política ao lado de Cleitinho Azevedo, que é apontado como pré-candidato ao governo de Minas Gerais.
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Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, Gleidson declarou apoio ao irmão e defendeu a unificação do campo da direita em torno de um nome competitivo. “Se realmente a direita quer ganhar o governo, ela tem que priorizar e apoiar aquele que está na frente”, afirmou, citando a possibilidade de convergência com outras lideranças nacionais, como o senador Flávio Bolsonaro.