FOLHAPRESS - O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (31/3) que, se eleito, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) irá entregar o Brasil aos Estados Unidos. Segundo interlocutores, o petista defendeu a soberania nacional e voltou a chamar o adversário de "traidor da pátria".
As declarações foram dadas durante encontro de Lula com ministros que deixam o governo para disputar eleições e os sucessores das pastas.
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Ao menos três integrantes do governo ouvidos pela Folha afirmaram que Lula associou a figura de Flávio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente voltou a dizer que Trump se considera dono do mundo e que a expectativa de Flávio é que o americano peça votos para ele.
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Desde o começo de embates diplomáticos entre Brasil e EUA, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm assumido posturas de apoio ao governo Trump, como frente às imposições do tarifaço, comandadas, sobretudo, por Eduardo Bolsonaro.
Flávio, por sua vez, manteve as conexões após anunciar sua pré-candidatura. Um dos gestos foi ter comparecido à CPAC, o maior evento conservador do mundo, realizado nos Estados Unidos com a presença de líderes de direita da América Latina.
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Ainda no encontro, Lula afirmou ser necessário dialogar com os partidos do chamado centrão. Segundo participantes, o presidente disse que não vê a possibilidade de lulistas e bolsonaristas mudarem de lado e que seria preciso lembrar que bolsonaristas planejaram golpe no Brasil.
