O presidente nacional do PT, Edinho Silva, decidiu adotar em Minas uma estratégia de ampliação de diálogo que inclui adversários históricos e nomes fora do campo petista.
O movimento passa por duas frentes. A primeira é a tentativa de aproximação com o deputado federal Aécio Neves (PSDB), construída por meio de interlocutores em comum. Edinho afirma que pretende se reunir com o tucano para discutir o cenário nacional, reconhece sua relevância política e o papel do PSDB na história recente do país.
A segunda frente envolve o senador Cleitinho (Republicanos), com quem o dirigente também admite diálogo, mesmo sem qualquer sinalização de aliança. “Eu acho que política a gente faz com conversa. Não tem por que a gente não conversar com o Cleitinho ou qualquer outra liderança. Não significa que seja uma aliança", disse ontem, domingo (29/3), durante passagem em Contagem (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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Edinho também criticou o nível de polarização atual e defendeu a retomada de uma prática política baseada na interlocução. “A gente tem que parar com essa concepção da política marcada pelo ódio, como se fosse um grande estádio de futebol. Nós podemos fazer política mesmo com diferenças, mesmo com divergências, mas conversando.”
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Os movimentos ocorrem no momento em que o PT tenta estruturar seu palanque em Minas, com aposta na candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo e na formação de uma frente mais ampla no estado.
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Na prática, a orientação é clara: ampliar o campo de diálogo para além dos aliados tradicionais e reduzir resistências em um cenário político fragmentado.
