A deputada estadual Lohanna (PV) reagiu com ironia à estratégia de comunicação adotada pelo governador Mateus Simões (PSD) nos primeiros dias à frente do Executivo mineiro. A declaração foi dada no post da coluna no Instagram do Estado de Minas.

Em comentário após a repercussão de agendas de vistoria realizadas pelo novo chefe do Palácio Tiradentes, a parlamentar afirmou que o governador estaria tomando conhecimento de problemas históricos do estado agora, depois de sete anos de governo.

“Só falta colocar coletinho de fiscalização. Acho que ele estava numa caverna nos últimos sete anos, só pode. É a única justificativa para descobrir só agora os problemas que Minas tem”, declarou a parlamentar.

A manifestação ocorre após a sequência de ações de fiscalização conduzidas por Simões logo após assumir o comando do estado com a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República. Três dias depois da posse, o governador iniciou agendas externas com forte exposição nas redes sociais, linguagem direta ao eleitor e foco em denúncias de falhas estruturais em serviços públicos.

A primeira ação foi uma vistoria surpresa ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, em meio à greve de servidores e a relatos sobre problemas de atendimento e de infraestrutura. No dia seguinte, o governador repetiu o formato ao visitar o presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves (MG), na Região Metropolitana, para verificar as condições de funcionamento da unidade.

O modelo adotado dialoga com o estilo político que projetou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), conhecido por fiscalizações em hospitais, pedágios e serviços essenciais com forte registro audiovisual e discurso de cobrança por resultados. A estratégia ajudou o parlamentar a construir capital político fora dos canais tradicionais da política institucional, consolidando uma imagem de proximidade com demandas cotidianas da população.

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A mudança de tom contrasta com o perfil do antecessor. Zema construiu sua imagem com foco em pautas administrativas, discurso de eficiência e postura mais reservada em agendas de impacto. Já o novo governador estreia apostando em ações com potencial de repercussão imediata, associando fiscalização, exposição pública e construção de identidade política própria dentro do mesmo grupo de governo.

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