O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) negou, nessa segunda-feira (23/3), uma eventual filiação ao Partido Social Democrático (PSD) e reforçou sua pré-candidatura à Presidência da República. A declaração foi feita nas redes sociais após especulações sobre uma possível mudança partidária.

Sem citar diretamente o PSD, Zema afirmou que não pretende deixar o Novo e vinculou seu projeto político aos princípios da legenda. “Recebi mensagens perguntando se eu sairia do Novo. Alguns disseram que eu deveria ficar feliz por ser cobiçado por outros partidos. Agradeço a lembrança, mas não entrei na política por um projeto de poder pessoal. Minha pré-candidatura é baseada no que o partido Novo representa”, escreveu no X (antigo Twitter).

Em outra postagem no Instagram, Zema classificou como “mentira” a informação de que estaria negociando filiação a outra sigla e reiterou que seguirá como pré-candidato do Novo “até o final”. 

Pré-campanha

O ex-governador também destacou que iniciou agenda de viagens pelo país após deixar o cargo no domingo (22/3), quando transmitiu o governo a Mateus Simões (PSD). Segundo ele, a pré-campanha será feita “sem luxo”, com deslocamentos de carro e contato direto com eleitores. Na sequência, disparou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

“O Brasil quer o fim dos privilégios, mas os intocáveis de Brasília temem um representante que não more em palácios nem use o cartão corporativo para bancar luxos. Renunciei ao governo de MG ontem [domingo] e, hoje, já estou viajando pelo país de carro. O primeiro destino é SP. Farei pré-campanha e campanha por todo o país, sem luxo, conversando no olho no olho com cada brasileiro e brasileira. Eles têm medo de que, em janeiro, o governo do PT não esteja mais lá para protegê-los”, escreveu.

Zema no PSD?

As declarações ocorrem em meio a informações de bastidores de que Zema teria iniciado conversas com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O ex-vice, Mateus Simões, trocou o Novo pelo PSD em outubro em busca de melhores condições para buscar a eleição no Executivo estadual.

Caso optasse por trocar de partido, Zema teria até 4 de abril para formalizar a filiação, prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para quem pretende disputar as eleições de 2026.

Se for para o PSD, o ex-governador mineiro terá que disputar com outros dois pré-candidatos à Presidência: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o de Goiás, Ronaldo Caiado. Também especulado na disputa, o chefe do Executivo paranaense, Ratinho Jr., desistiu de concorrer.

Zema como vice

Apesar de ser citado em articulações da direita como possível vice em uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zema rejeita a hipótese e insiste em manter a candidatura própria. Em entrevista após a renúncia, afirmou que levará o projeto presidencial “até o fim”, embora admita apoiar outro nome do campo oposicionista em um eventual segundo turno contra o PT.

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“Eu já falei para o Flávio, já falei para os três candidatos do PSD (Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado) e nós estamos todos caminhando juntos. Não estamos na mesma chapa, mas no segundo turno eu estarei apoiando aquele quem estiver contra o PT. E tenho absoluta certeza que, caso quem esteja no segundo turno seja eu, eles também estarão comigo”, declarou o ex-governador ao portal TMC, em sua primeira entrevista após a renúncia ao cargo, nessa segunda-feira (23/3).

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