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Relatório final da CPMI pede indiciamento de Lulinha

Parecer de Alfredo Gaspar sugere indiciamento e prisão do filho de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto base governista prepara texto alternativo

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O relatório final da CPMI do INSS coloca o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, no centro da disputa política que marca a fase final dos trabalhos do colegiado. O documento, elaborado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), sugere o indiciamento do empresário por suposta participação no esquema de fraudes em aposentadorias.

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Segundo o texto, com mais de 4 mil páginas, Lulinha teria sido beneficiado por operadores do esquema, incluindo a compra de passagens aéreas. O relator atribui ao filho do presidente os crimes de organização criminosa e corrupção passiva e pede ainda a prisão do empresário.

O nome de Lulinha aparece entre dezenas de pessoas citadas ao longo da investigação. Ele é um entre mais de uma centena de indiciados sugeridos no relatório, que também deve atingir ao menos um senador e dois deputados federais. Há ainda recomendação de que a Polícia Federal aprofunde as investigações em casos nos quais a CPMI não conseguiu avançar.

A apresentação do documento ocorre em um momento de forte embate dentro da comissão. A base governista, que tem maioria no colegiado, prepara um texto alternativo e deve atuar para impedir ou atrasar a aprovação do relatório principal.

A expectativa inicial era votar o parecer ainda nesta sexta-feira, mas o cenário de obstrução pode empurrar a análise para este sábado (28/3). Mesmo assim, não há garantia de que o relatório será aprovado na forma proposta pelo relator.

O comando da CPMI, liderado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), tenta construir um acordo mínimo para a votação, mas enfrenta resistência de parlamentares alinhados ao governo.

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Enquanto o relatório de Gaspar aponta supostos vínculos de pessoas ligadas ao atual governo com o esquema, a versão alternativa elaborada pela base governista busca destacar a origem das irregularidades em gestões anteriores, com foco em nomes associados ao governo Jair Bolsonaro.

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