COLUNA ANA MENDONÇA

A pergunta que Rodrigo Pacheco não respondeu

Rodrigo Pacheco foi assediado por jornalistas, mas deixou de dizer em qual partido vai se filiar. Janela partidária fecha no próximo dia 4

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A passagem do senador Rodrigo Pacheco (PSD) pela agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta sexta-feira (20), em Betim, foi marcada por uma resposta que não veio.

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Inicialmente, o parlamentar evitou falar sobre o cenário eleitoral em Minas Gerais. Disse à imprensa que se tratava de um anúncio do governo federal e que não comentaria a disputa pelo Palácio Tiradentes. Após insistência dos jornalistas, no entanto, aceitou conceder uma coletiva improvisada.

Pacheco era o nome mais assediado do evento. Em meio a gritos e perguntas simultâneas, falou por vários minutos sobre o processo de articulação política no estado. Repetiu que está em fase de conversas com lideranças partidárias, que ainda avalia se será candidato ao governo e que seu nome não é “indispensável” na construção de uma chapa.

O senador citou como alternativas no campo político mineiro a prefeita de Contagem, Marília Campos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, o ex-presidente da Câmara Municipal Gabriel Azevedo e o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite. Também afirmou que a decisão envolve questões pessoais e partidárias e que será tomada “em breve”.

Outro ponto abordado foi a possível saída do PSD. Pacheco disse haver uma “tendência forte” de deixar a legenda após o partido optar pela pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões ao governo estadual. Segundo ele, há convites de outras siglas e a definição ocorrerá durante o período da janela partidária, que finaliza no próximo dia 4.

Apesar das declarações, a principal dúvida do dia permaneceu sem esclarecimento. Questionado diretamente sobre a possibilidade de se filiar ao União Brasil, o senador não respondeu.

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Na prática, a coletiva não trouxe mudanças no cenário político. Pacheco continua sendo cotado como principal nome do campo aliado ao presidente Lula em Minas, mantém a sinalização de que pode deixar o PSD e segue sem confirmar candidatura ou nova filiação partidária.

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