REFORMAS ESTRUTURAIS

Temer: ‘Fui um presidente impopular, mas hoje sou popularíssimo’

Ex-presidente afirma que rejeição facilitou mudanças estruturais e elogia Alexandre de Moraes, indicado por ele ao STF, por atuação em defesa das eleições

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nessa terça-feira (17/3), que sua elevada rejeição durante o governo foi determinante para viabilizar a aprovação de reformas estruturais. Em entrevista à BandNews, ele declarou que, atualmente, se considera “popularíssimo”, apesar de ter enfrentado forte impopularidade após assumir o cargo, em 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

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Segundo Temer, a ausência de pretensões eleitorais à época lhe deu margem para adotar medidas consideradas sensíveis, como mudanças na legislação trabalhista. “Eu não tive preocupação eleitoreira, porque não estava no meu horizonte participar de uma reeleição. Mexer no direito do trabalho é um vespeiro, na Previdência Social, no Ensino Médio. Exata e precisamente em função da impopularidade que eu pude fazer isso. Fui um presidente muito impopular, mas em face daquela impopularidade eu fiz tudo isso que eu disse, e hoje sou um ex-presidente popularíssimo”, afirmou.

Dados do instituto Datafolha, divulgados em junho de 2018, mostram que o emedebista deixou o Planalto com o pior índice de aprovação da série histórica: 82% classificavam o governo como ruim ou péssimo, enquanto apenas 3% o consideravam bom ou ótimo.

As declarações foram feitas durante participação em um painel ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. No encontro, ambos defenderam mudanças no sistema eleitoral, como a adoção do voto distrital misto, maior transparência e ajustes nas emendas parlamentares. Também criticaram os chamados “penduricalhos” no Judiciário, que elevam os salários de magistrados acima do teto constitucional.

Questionado sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes, indicado por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF), Temer avaliou que o inquérito das fake news se prolongou além do esperado, mas tende a ser concluído em breve diante das críticas.

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Apesar disso, o ex-presidente saiu em defesa do magistrado. “Eu o nomeei e, confesso, não me arrependo. Digo a vocês: se não fosse ele, num passado recente, nós talvez não tivéssemos eleições no país. Ele teve uma coragem jurídica e pessoal extraordinária”, disse.

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