COLUNA ANA MENDONÇA

Pé no freio: o movimento do Republicanos na chapa Cleitinho/Falcão

Convite, recuo e pressão interna expõem disputa por alianças na pré-corrida ao governo de Minas

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O senador Cleitinho (Republicanos) precisou reduzir o ritmo das articulações após a direção do Republicanos demonstrar incômodo com a possibilidade de uma chapa puro-sangue ao governo de Minas. Interlocutores avaliam que o movimento pode atrapalhar a estratégia eleitoral, sobretudo em um cenário em que o PL estuda trabalhar com dois palanques no estado.

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No sábado, Cleitinho chegou a convidar o prefeito Luís Eduardo Falcão (Republicanos) para ser vice em uma eventual candidatura ao Palácio Tiradentes. Poucas horas depois, recuou e afirmou que não há nada de concreto. Nos bastidores, o gesto é interpretado como parte de dois movimentos simultâneos.

O primeiro envolve o próprio PL. De olho no desempenho do senador nas pesquisas, lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro trabalham para atraí-lo para a legenda. A avaliação é que Cleitinho seria hoje o nome mais competitivo da direita mineira na disputa pelo governo. Ainda assim, ele não confirmou se será candidato. O cálculo político passa também pelos levantamentos eleitorais. Enquanto o senador aparece à frente na maioria das sondagens, o vice-governador Mateus Simões segue estagnado e sem demonstrar capacidade de empolgar o eleitorado.

A eventual filiação de Cleitinho ao PL dialoga com o desenho nacional. Da Papuda, Bolsonaro tem dado orientações sobre a configuração das chapas estaduais e sobre o projeto de eleger uma bancada forte no Senado. O mineiro já sinalizou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, o que reforça o interesse do partido em incorporá-lo.

O segundo movimento mira justamente o caminho inverso. No entorno de Cleitinho, há quem defenda que Falcão poderia migrar para o PL, abrindo espaço para uma composição mais ampla e menos dependente de uma chapa fechada no Republicanos. A leitura é que ainda há tempo para ajustes e que a engenharia eleitoral segue em aberto.

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Procurado pela coluna, Falcão afirmou apenas que “as composições estão sendo trabalhadas” e reconheceu a importância do PL no cenário mineiro. Ressaltou, no entanto, que as definições passam pela direção do Republicanos.

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