Falcão critica venda da Copasa pelo governo de Minas
Presidente da AMM afirma que governo Zema ignora municípios e alerta para possíveis impactos na conta de água e na qualidade do serviço
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O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), veiculou inserções em rádios de Minas Gerais com críticas ao governo estadual sobre a proposta de venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). No áudio, o dirigente municipalista alerta para possíveis impactos na tarifa de água e na qualidade do serviço prestado à população.
“O governo de Minas quer vender a Copasa. Isso pode mudar o valor da sua conta de água e piorar o serviço”, afirma Falcão na mensagem.
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Na mesma inserção, o presidente da AMM defende que os municípios tenham participação nas decisões relacionadas ao futuro da companhia. Segundo ele, as prefeituras devem ser ouvidas porque lidam diretamente com a realidade do serviço de saneamento nas cidades. “Por isso nós dependemos que os prefeitos participem dessas decisões, pois quem vive aqui na cidade é quem mais conhece a sua realidade”, diz.
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Falcão também argumenta que discutir a venda da empresa pode ser uma possibilidade, mas afirma que os municípios não podem perder a capacidade de influenciar melhorias no serviço prestado. “Afinal, vender a Copasa pode até ser opção, mas tirar o direito de melhorar o serviço, não”, declara.
Ao final da inserção, o presidente da entidade reforça o papel da associação na defesa dos municípios mineiros: “AMM, os municípios têm voz”.
A crítica reforça um posicionamento que Falcão vem adotando desde o início da tramitação do projeto que autoriza a privatização da empresa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O presidente da AMM afirma que o governo do estado não dialogou com as prefeituras sobre a proposta e que os municípios precisam ser ouvidos antes de qualquer decisão definitiva.
Em declarações anteriores, o dirigente municipalista também alertou que contratos de saneamento são firmados diretamente entre as cidades e a companhia de abastecimento, o que daria às prefeituras papel central em qualquer mudança no modelo de gestão. Segundo ele, “quem assina o contrato de saneamento é o prefeito ou a prefeita”, argumento usado para defender maior participação dos municípios no processo.
Advogado e empresário, Falcão é prefeito de Patos de Minas e foi eleito em 2025 presidente da AMM, entidade que representa a maior parte dos 853 municípios mineiros.
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Nos bastidores, a associação tem defendido que qualquer mudança no modelo de saneamento em Minas Gerais seja acompanhada de garantias contratuais para as cidades e de mecanismos que preservem a autonomia municipal na gestão do serviço.