JUDICIÁRIO

Câmara cria 240 cargos no CNJ que vão custar R$ 31 milhões

De autoria do próprio CNJ, a proposta foi aprovada em votação por 248 votos favoráveis a 164 votos contrários

Publicidade
Carregando...

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3/3) a criação de 120 cargos efetivos, 20 cargos em comissão e 100 funções de confiança no quadro de pessoal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a serem providos até 2028. O impacto orçamentário total estimado pelo projeto é de R$ 30,9 milhões. O texto seguirá para análise do Senado Federal.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

De autoria do próprio CNJ, a proposta foi aprovada em votação por 248 votos favoráveis a 164 votos contrários. O Novo solicitou a retirada de pauta do texto, e o PL solicitou adiamento da discussão, mas os pedidos foram rejeitados. Partidos costumam utilizar requerimentos para obstruir votações das quais discordam.

O relator Rubens Pereira Júnior (PT-MA) argumentou que a matéria é "compatível e adequada sob o prisma orçamentário-financeiro". Ele ressaltou que o CNJ passou a "monitorar dezenas de políticas judiciárias de elevada relevância social", o que não foi acompanhado "de crescimento proporcional de sua estrutura de pessoal".

Nos últimos anos, o CNJ liderou iniciativas como a promoção de transparência no Judiciário, por meio da criação de painéis com estatísticas sobre as decisões judiciais pelo país e foco em temas como racismo, violência contra a mulher e meio ambiente.

Em outubro, o conselho criou o Observatório Nacional da Integridade e Transparência do Poder Judiciário, que será responsável por elaborar um código de ética para ministros de tribunais superiores. A medida é uma prioridade do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal ministro Edson Fachin e ganhou apelo popular após a revelação de casos que suscitam conflitos de interesse entre magistrados e empresas.

"Apenas três vezes houve a criação de cargos no CNJ, em 2007, 2011 e 2023. Objetivamente há um déficit que precisa ser sanado agora", argumentou o relator na tribuna. Ele reforçou que o projeto diz que todas as despesas serão oriundas do orçamento do Poder Judiciário.

O relator defendeu ainda que prefere que os recursos sejam usados para novos cargos do que para exceder o teto constitucional de salários de servidores públicos, o que ocorre por meio de penduricalhos.

Em resposta à reportagem, o CNJ também afirmou que as despesas serão remanejadas das despesas discricionárias.

"Estamos diante novamente de propostas que ampliam a máquina pública em momento que o Brasil deveria estar discutindo redução de despesas, eficiência administrativa e responsabilidade", disse a deputada Júlia Zanatta (PL-SC).

"Nós consideramos fundamental estruturar, ampliar, dar condições de trabalho a esse órgão fundamental que zela pela transparência, pela fiscalização e pelo fortalecimento do sistema judiciário brasileiro", argumentou o líder do PSOL, deputado Tarcísio Motta (RJ).

A aprovação do projeto para criar novos cargos no CNJ surge enquanto o Supremo Tribunal Federal discute o fim dos penduricalhos, que atingem o conselho.

O governo federal e o Congresso Nacional discutem a possibilidade de reajustar o teto constitucional como forma de compensar o fim dos penduricalhos nos salários dos servidores públicos

Também nesta terça, a Câmara aprovou reajuste anual de 8% para servidores do Ministério Público e do Conselho Nacional do Ministério Público, entre 2026 e 2028. O impacto orçamentário em 2026 será de R$ 200,1 milhões.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A medida que beneficia o MP é semelhante à que foi aprovada pelo Congresso no fim do ano passado para conceder reajuste aos servidores da Justiça. No entanto, o presidente Lula (PT) vetou o aumento para os anos de 2027 e 2028, com a justificativa de que a proposta contrariava o interesse público por elevar as despesas com pessoal para depois do fim do mandato presidencial, na contramão do que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay