O jornalista William Bonner, ex-editor-chefe do Jornal Nacional, televisionado pela Globo, afirmou que a hostilidade que recebia de telespectadores da extrema direita que criticavam seu trabalho diminuíram depois de sua saída do programa.
Em evento promovido pela Globo, o ex-apresentador disse que sentiu como se tivesse falecido. Segundo ele, perfis que antes o criticavam duramente fizeram declarações gentis. “Fiquei surpreso”, afirmou.
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Para Bonner, há um movimento de tranquilização do grupo em um momento de punição e prisão de pessoas envolvidas na tentativa de golpe de Estado. “Eu tenho a impressão de que os haters da extrema-direita envolvidos nisso, que pudessem querer me hostilizar, andam mais tranquilos. Eu não sei se eles me odeiam menos agora, eu acho que não é bem isso, mas eu acho que há um clima no país que não favorece muito esse tipo de demonstração pública”, afirmou.
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Sete dos 29 réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por trama golpista cumprem as penas. Dentre eles está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão na Papudinha. Também cumprem o período de detenção em regime fechado o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os ex-ministros Walter Braga Netto, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira.
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno cumpre pena domiciliar. O ex-ajudante de ordens Mauro Cid cumpre pena de dois anos em regime aberto, e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL) está foragido nos Estados Unidos.
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William Bonner deixou a bancada do maior telejornal do país depois de 29 anos no ar. Conforme anúncio feito em setembro de 2025, o jornalista passará a comandar o programa “Globo Repórter”, ao lado de Sandra Annenberg. Segundo ele, a escolha de deixar o JN se deu para reduzir a carga de trabalho e dedicar mais tempo à família e a interesses pessoais. O jornalista César Tralli passa a comandar o telejornal.
