Gleidson Azevedo: 'Despreparado não ganha eleição com 80% de aprovação'
Prefeito rebateu críticas e defendeu o irmão, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). 'Isso é narrativa para tentar descredibilizar o trabalho do meu irmão'
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Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), rebateu críticas de que ele e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não teriam preparo para assumir voos mais altos na política mineira. As declarações surgem após falas atribuídas ao vice-governador Mateus Simões (PSD) questionando a capacidade do senador para disputar o governo de Minas.
“Se a gente não tivesse capacidade, eles não estariam me cogitando para ser vice dele”, afirmou Gleidson. “Isso é narrativa para tentar descredibilizar o trabalho do meu irmão.”
O prefeito relembrou que também foi chamado de despreparado no início da trajetória política. “Há cinco anos falavam que eu não era preparado. Se eu não fosse, não teria sido reeleito com quase 80% de aprovação, não seria o prefeito mais bem votado da história de Divinópolis”, disse. “Quem tem dúvida de gestão é só andar pela cidade. A cidade está com obras espalhadas por todos os cantos.”
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Segundo ele, a crítica sobre falta de preparo faz parte do embate político. “Quando não conseguem bater nos números, tentam bater na narrativa.”
Redes sociais e política
Gleidson também comentou a força das redes sociais na política atual. Para ele, o ambiente digital não substitui o contato presencial, mas amplia o alcance das ações.
“Para nós é os dois: é presencial e é internet. A gente está no meio do povo, na rua, e também na rede social”, afirmou. “Hoje, 99% da população usa rede social como principal meio de comunicação. O que eu acho engraçado é político criticar rede social, sendo que muitos só aparecem lá.”
Ele defende que as plataformas sejam usadas para apresentar resultados. “Você tem que mostrar entrega, obra, serviço. Não só apontar defeito sem apresentar solução.”
“Forasteiros” e envio de emendas
Questionado sobre vídeo recente em que classificou parlamentares como “forasteiros”, o prefeito disse que a crítica é direcionada à ausência de envio de recursos para o município após a eleição.
“Não é questão de ser de fora. É sobre mandar recurso. A população tem que prestar atenção: o deputado teve voto aqui? Mandou verba nesses quatro anos?”, afirmou.
No vídeo, ele cita as deputadas Duda Salabert (PDT) e Lohanna França (PV). Sobre Duda, disse que chegou a haver conversa sobre envio de recursos para a saúde. “Ela me ligou e falou que queria mandar R$ 500 mil para a saúde. Eu disse que podia mandar, claro. Mas infelizmente não mandou.”
Ao voltar ao tema do preparo, Gleidson reiterou que o desempenho eleitoral e administrativo é a principal resposta às críticas. “Despreparado não ganha eleição com quase 80% de aprovação. Despreparado não faz a cidade virar um canteiro de obras. O resto é discurso político.”
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