'Cleitinho tem voto da esquerda e da direita', diz Gleidson Azevedo
Para o prefeito de Divinópolis, a direita mineira precisa priorizar competitividade eleitoral e apoiar quem estiver melhor posicionado nas pesquisas
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O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), afirmou que vê como possível uma composição entre o senador Cleitinho (Republicanos) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em 2026. Para ele, a direita mineira precisa priorizar competitividade eleitoral e apoiar quem estiver melhor posicionado nas pesquisas. Declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Estado de Minas.
Ao comentar a possibilidade de o irmão, Cleitinho, ser candidato ao governo de Minas apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro, Gleidson demonstrou otimismo. “Eu acredito na união. Ainda mais porque meu irmão é hoje, um senador de direita. E além disso, tem muita gente de esquerda que vota no meu irmão."
O prefeito também elogiou o que considera uma mudança de postura do senador fluminense.
“Então, se realmente a direita quer ganhar o governo de Minas e ganhar a Presidência, eu quero dar os parabéns ao Flávio, porque, de um tempo para cá, estou vendo uns posts dele e vejo que ele está indo para um caminho diferente do que era antes na questão da direita, essa questão do extremismo. Vejo ele como um cara 100% de direita, mas não tão radical como a gente vê às vezes alguns políticos de direita.”
“Ele é a favor do povo”
Ao ser questionado sobre o perfil de Cleitinho, que já fez elogios tanto ao presidente Lula (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Gleidson afirmou que o irmão manterá o mesmo posicionamento. “O mesmo ritmo.”
Ele rebate críticas de que o senador votaria com a esquerda. “Às vezes falam: ‘Ah, o Cleitinho é de direita, mas vota com a esquerda’. Porque, se algum projeto do governo federal ele votou a favor… Uai, meu irmão não é contra o povo, não.”
“Na maioria das vezes, quando falam que o Cleitinho está traindo a direita porque é a favor da escala 6x1, porque é a favor do gás, ele é a favor do povo.”
O prefeito reforçou a origem humilde da família para justificar o posicionamento político. “Somos pessoas humildes. A gente está na política, mas isso é de agora. E por isso, a gente sabe que essa população necessita de um olhar diferenciado", disse.
“Então essa crítica de falar que meu irmão é de direita, mas trai a direita, eu acho um posicionamento muito errado diante daquilo que ele é: a favor do povo", seguiu.
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