Julgamento sobre extradição de Zambelli é retomado nesta quinta
Corte de Apelação de Roma suspende sessão e retoma análise nesta quinta-feira (12/02); ex-deputada está presa desde julho e foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão
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A Corte de Apelação de Roma iniciou, nesta quarta-feira (11/2), o julgamento do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, solicitado pelo governo brasileiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Após ouvir o Ministério Público italiano e um dos advogados de defesa, o tribunal suspendeu a audiência e marcou a retomada para quinta-feira (12/02).
Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho, após deixar o Brasil dias antes do esgotamento dos recursos contra a condenação que recebeu no STF. A Corte brasileira a sentenciou a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime ocorrido em 2023. Segundo as investigações, a ação foi realizada a mando da ex-parlamentar.
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Na retomada do julgamento em Roma, devem se manifestar o representante do governo brasileiro e outro advogado da defesa. O tribunal italiano já havia adiado a análise do caso em dezembro e em janeiro, sob o argumento de que precisava de mais tempo para examinar a documentação enviada pelo Brasil.
Na terça-feira (10/02), a Justiça italiana rejeitou um pedido da defesa para substituir os juízes responsáveis pelo caso. Os advogados alegaram suposta parcialidade dos magistrados, mas o tribunal manteve a composição original.
Além da condenação pela invasão ao sistema do CNJ, o STF também condenou Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso se refere ao episódio em que ela perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
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Ao formalizar o pedido de extradição, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos, informou às autoridades italianas que o sistema prisional indicado para o cumprimento da pena oferece condições adequadas de salubridade, segurança e assistência médica às detentas. Segundo ele, a unidade não registra histórico de rebeliões e disponibiliza cursos técnicos às presas.
A decisão da Corte de Apelação de Roma será determinante para definir se Zambelli retornará ao Brasil para cumprir as penas impostas pela Suprema Corte brasileira.
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A reportagem do Correio Braziliense entrou em contato com a defesa da ex-deputada, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.