O que pensa Nikolas Ferreira sobre as eleições em Minas
Deputado descarta disputa pelo governo, prioriza reeleição e coloca em dúvida apoio do PL a Mateus Simões
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem adotado um discurso cauteloso sobre a sucessão em Minas Gerais e indicado que, pelo menos por ora, não pretende disputar o governo do estado em 2026. Em entrevistas recentes, o parlamentar afirmou que seu foco está na reeleição para a Câmara e na construção de base política, o que contraria os planos de parte do PL de lançá-lo como candidato ao Executivo mineiro.
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A possibilidade de Nikolas entrar na disputa é defendida por setores do partido e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), dentro da estratégia nacional da sigla de ter candidatos próprios e o número 22 nas urnas em todos os estados. A movimentação, porém, tem gerado incerteza na direita mineira, especialmente entre aliados do vice-governador Mateus Simões (PSD), que tenta se viabilizar como sucessor do governador Romeu Zema (Novo).
Em entrevista ao podcast Café com Ferri, transmitido pelo YouTube, Nikolas descartou a candidatura ao governo e disse que a entrada na disputa poderia se transformar em “um prato cheio para a esquerda”. Segundo ele, o momento é de fortalecer alianças e ampliar sua base política.
“Não vou ser candidato a governador. Descartei essa possibilidade. Qualquer pessoa que estivesse no meu lugar, pensando só em eleições, iria. Mas não estou pensando só em eleição. Para encarar isso, não basta só competência, tem que criar uma base de secretários, deputados estaduais, prefeitos, vereadores”, afirmou.
Em entrevista ao Metrópoles no início da semana, Nikolas voltou a afirmar que será candidato à reeleição para a Câmara e disse que o PL “trabalha para encontrar um candidato em Minas”, declaração que lança dúvidas sobre o apoio automático do partido a Simões.
O deputado também respondeu a críticas de integrantes da direita sobre seu engajamento em pautas do bolsonarismo, como a eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, e afirmou que só participará de um projeto “se souber qual é o plano, a estratégia, o objetivo”, reforçando que Minas será sua prioridade.
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Nos bastidores, aliados do vice-governador consideram remota a hipótese de Nikolas disputar o governo, mas avaliam que a simples possibilidade já é suficiente para embaralhar o cenário da direita no estado. Enquanto isso, Simões mantém negociações para reservar ao PL uma das vagas ao Senado em sua chapa, como parte de um acordo firmado com Jair Bolsonaro no ano passado