Carlos Bolsonaro (PL) voltou a reclamar da prisão do pai, Jair Bolsonaro (PL), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o ex-presidente cumpra a pena na Papudinha.

Bolsonaro deixou a Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília (DF) já nesta quinta-feira (15/1), após a decisão de Moraes, e se deslocou à Papudinha, ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, coordenada pela Polícia Militar.

Em post no X (antigo Twitter), Carlos, filho “02” do ex-presidente, se dirigiu ao ministro do STF: “Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante de tamanha maldade praticada contra o último presidente do Brasil que jamais descumpriu uma linha da Constituição e também contra os presos do 8 de janeiro”.

O ex-vereador do Rio de Janeiro listou os crimes pelos quais o pai foi condenado a 27 anos e três meses de prisão: destruição de patrimônio público; destruição de patrimônio tombado; organização criminosa armada; golpe de Estado; e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Ele argumentou que “aliados do PT já praticaram atos muito mais graves e nada lhes aconteceu” e negou que Bolsonaro tenha cometido cada um dos crimes. “O que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito”.

Transferência para a Papuda

Apesar de a nova cela oferecer mais espaço para o ex-presidente, Carlos não gostou da transferência para a Papudinha, que chamou de “ambiente prisional severo”.

“Diante dos fatos expostos, o que se descreve não é apenas a condenação de um ex-Presidente da República, mas um cenário que, aos olhos de muitos, revela fragilização de garantias jurídicas fundamentais, aplicação seletiva do rigor penal e desprezo às condições humanas e de saúde do condenado”, escreveu.

O “02” afirmou que o pai atravessa quadro clínico “delicado” e mencionou os principais problemas de saúde que ele sofre. Carlos ainda afirmou que o STF atua com “desprezo às condições humanas e de saúde do condenado”.

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“A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro e alcança o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no Brasil”, concluiu.

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