MOBILIDADE

Governo assina concessão da BR-356 na Grande BH até Mariana

Contrato do Lote Rodoviário Ouro Preto–Mariana tem validade de 30 anos, e o início da operação está previsto para até 60 dias após a assinatura

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O governador Romeu Zema (Novo) e o vice-governador Mateus Simões (PSD) participaram, na manhã desta segunda-feira (12/1), em Belo Horizonte, da assinatura do contrato de concessão da BR-356, na Região Central de Minas. O ato formaliza a entrega da gestão do corredor ao consórcio Rota da Liberdade, vencedor do leilão realizado em setembro de 2025, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.

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O trecho, rebatizado de Via Liberdade, liga a Região Metropolitana de Belo Horizonte a Rio Casca, na Zona da Mata, atravessando cidades históricas, polos logísticos e áreas diretamente impactadas pela tragédia de Mariana, em 2015.

Ao todo, o consórcio assume a gestão de cerca de 190 quilômetros de rodovias, incluindo trechos da BR-356, MG-262 e MG-329. O contrato tem validade de 30 anos, e o início da operação está previsto para até 60 dias após a assinatura.

Durante a cerimônia, Zema classificou o momento como histórico e destacou os efeitos esperados da concessão para a região. “Quero reconhecer aqui o trabalho de todas as mãos que ajudaram e fizeram com que este dia histórico para Minas Gerais chegasse. A concessão vai trazer mais turismo, investimentos, empregos, desenvolvimento e melhorias para a vida dos mineiros que vivem e circulam na região”, afirmou o governador. 

A avaliação foi compartilhada pelo secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, que ressaltou os obstáculos enfrentados até a formalização do contrato. “Chegar no dia de hoje é vencer uma maratona de desafios. Nossas expectativas são as melhores possíveis, cientes de que esta obra vai sair do papel, em prol de benefícios permanentes para milhares de mineiros”, disse. 

O projeto da Via Liberdade prevê investimentos estimados em quase R$ 5 bilhões ao longo do contrato. Desse total, cerca de R$ 1,7 bilhão virão do Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado após o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana.

Com a conclusão das intervenções, o governo estima uma redução significativa no tempo de viagem. O deslocamento entre Belo Horizonte e Rio Casca deve ficar cerca de 40 minutos mais rápido, enquanto o trajeto até Ouro Preto poderá ser encurtado em mais de 20 minutos.

A expectativa do Executivo estadual ainda é de impacto direto no turismo, especialmente nas cidades históricas reconhecidas como Patrimônio da Humanidade, e na logística de escoamento da produção mineral e agrícola que conecta a Região Metropolitana de BH à Zona da Mata.

Quanto fica o pedágio?

A cobrança de pedágio, tema sensível desde o anúncio do edital, só será iniciada após a entrega das intervenções previstas para o primeiro ano do contrato, como melhorias no pavimento e na sinalização.

Procurada pela reportagem, a concessionária informou que o modelo adotado será o de pedágio eletrônico em sistema de livre passagem (free flow). A localização dos pontos de cobrança e os valores das tarifas estão definidos no contrato e no Programa de Exploração Rodoviária (PER), mas, segundo a concessionária, a divulgação ao público ocorrerá mais próxima do início da cobrança, conforme o cronograma contratual.

“É importante destacar que a cobrança do pedágio só poderá começar após a conclusão dos trabalhos iniciais do primeiro ano e depois da verificação do cumprimento das obrigações contratuais. Também estão previstos descontos para usuários frequentes, conforme regras definidas no contrato”, destacou a Rota da Liberdade por meio de nota.

O tema já havia provocado manifestações públicas, entre elas a do prefeito de Mariana, Juliano Duarte (PSB), que expressou preocupação com os valores das tarifas. À época, ele ressaltou que uma parte significativa das obras será custeada com recursos da repactuação do acordo de Mariana e defendeu que isso seja considerado na definição do pedágio.

“A duplicação da BR-356 é uma notícia maravilhosa para Mariana, que sofreu tanto com a tragédia. A gente sabe que vivenciamos uma estrada que é perigosa, insegura e lenta. Mas, nós não vamos aceitar, que a nossa população tenha que pagar valores altos de pedágio”, afirmou em coletiva de imprensa.

Pacote de obras

Ao longo desse percurso, estão previstas 78,7 quilômetros de duplicações, 40,66 quilômetros de terceiras faixas e a implantação de acostamentos em 100% do trecho concedido. O traçado passa por 11 municípios: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca.

Uma das intervenções mais aguardadas é a duplicação completa da BR-356 entre a BR-040, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Mariana. Hoje, esse segmento é conhecido por gargalos frequentes, acidentes e lentidão, especialmente em períodos de maior fluxo turístico ou de transporte de cargas. 

Entre as obras estruturantes previstas está também o Contorno Viário de Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto refletido pelo intenso tráfego que corta a área urbana. O contorno terá 7,3 quilômetros de extensão, com pistas duplas, e deve retirar o fluxo pesado do centro da localidade, melhorando a mobilidade e a qualidade de vida dos moradores.

O projeto também incorpora medidas voltadas à segurança viária, um dos principais pontos de crítica ao estado atual da rodovia. Próximo à descida da Serra da Santa, em Itabirito, será construída uma área de escape, permitindo que veículos com falhas de frenagem parem de forma segura.

Já nas proximidades do distrito de Amarantina será implantado um Ponto de Parada e Descanso (PPD), oferecendo infraestrutura adequada para caminhoneiros e motoristas profissionais, em linha com a legislação que regula jornadas de trabalho no transporte rodoviário.

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Além das obras, a concessão prevê um pacote de serviços aos usuários. Haverá assistência 24 horas, com atendimento médico e socorro mecânico, além da implantação de um centro de controle operacional e três bases de serviços ao longo do trecho. A ideia é monitorar o tráfego em tempo real, agilizar respostas a incidentes e ampliar a sensação de segurança de quem utiliza a rodovia.

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