três anos do 8/1

STF e Câmara ainda trabalham na recuperação de itens danificados

Vandalismo nos atos golpistas atingiu desde estruturas arquitetônicas a obras de valor histórico

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Três anos após os ataques de 8 de janeiro, que resultaram na invasão e na depredação das sedes dos Três Poderes, os balanços oficiais revelam não apenas o impacto financeiro da destruição, mas também a dimensão simbólica das perdas impostas ao patrimônio histórico, artístico e cultural da República. Supremo Tribunal Federal (STF), Congresso e Palácio do Planalto foram alvos de vandalismo que atingiu desde estruturas arquitetônicas até obras de valor histórico.

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No STF, os prejuízos ultrapassaram R$ 12 milhões. Apenas no edifício-sede, foram danificados, furtados ou destruídos 951 itens, gerando um custo de R$ 8.616.822,30. A reconstrução do plenário da Corte exigiu mais R$ 3.424.600,25.

O ataque também atingiu de forma severa o acervo artístico e histórico: 131 bens culturais foram danificados, dos quais 109 já passaram por restauração, enquanto nove aguardam recuperação. Outros 13 itens foram considerados inservíveis, e 17, furtados. Além disso, o STF contabiliza 106 bens históricos imensuráveis danificados ou perdidos, cujo valor não pode ser traduzido em cifras.

Na Câmara dos Deputados, o impacto recaiu de forma significativa sobre o acervo artístico e os chamados presentes protocolares recebidos por presidentes da Casa ao longo de décadas. Levantamento atualizado até 17 de dezembro de 2025 aponta que 64 itens foram afetados pelos ataques.

Desse total, 55 passaram por tratamento, o que corresponde a 85,93% do acervo danificado. Obras de grande relevância, como painéis de Athos Bulcão, esculturas de Alfredo Ceschiatti, Victor Brecheret e vitrais de Marianne Peretti, foram higienizadas ou restauradas e, em alguns casos, já retornaram à exposição pública.

O documento também detalha a situação de 46 presentes protocolares, entre eles objetos oferecidos por chefes de Estado e autoridades estrangeiras. Até o fim de 2025, 40 itens tiveram o tratamento finalizado, quatro ainda aguardam restauro, um foi recuperado e um permanece desaparecido.

Entre os bens ainda pendentes de recuperação estão vasos de porcelana e peças de alto valor simbólico, enquanto uma joia protocolar identificada como The Pearl consta como desaparecida.

No Senado Federal, o processo de recomposição foi concluído em 2025. Segundo a Casa, foram realizadas intervenções de engenharia, restauração de obras e mobiliários, substituição de equipamentos, recuperação de estruturas, repintura de áreas afetadas e modernização de sistemas de segurança e tecnologia.

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O gasto total para restabelecer o Complexo Arquitetônico do Senado foi de R$ 2.304.711,93. Entre os principais desembolsos estão a substituição do carpete do edifício principal, a restauração de uma tapeçaria de Roberto Burle Marx, serviços de engenharia, recuperação de objetos musealizados e recomposição de equipamentos de segurança. O Senado afirma que todas as áreas atingidas foram recuperadas e estão novamente em pleno funcionamento.

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