Rio

Casal resgata bebê abandonada em saco de lixo; mulher tenta adoção

Criança foi socorrida em Del Castilho; caso foi parar na delegacia como tentativa de infanticídio

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Uma fotógrafa encontrou uma recém-nascida dentro de um saco de lixo na Zona Norte do Rio de Janeiro. Vitória Freitas e o noivo ouviam um som fraco enquanto seguiam para o mercado quando decidiram investigar a origem do barulho, pensando ser o miado de um gato. Era uma bebê.

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"Meu noivo olhou e falou: ‘Está estranho, parece um bebê’. Nisso, ela chorou, e eu pulei para dentro do pátio de um prédio", contou Vitória ao g1 Rio. Ela pegou a criança e, com ajuda de moradores, levou a menina até o Pronto Atendimento Médico (PAM) de Del Castilho.

O caso foi registrado na 44ª DP (Inhaúma) como tentativa de infanticídio.

Como foi o atendimento à bebê?

Vitória afirma que a criança ficou mais de uma hora no PAM sem atendimento adequado, com falta de materiais como lençol e leite. Segundo ela, uma médica precisou ir até a unidade do Alemão buscar uma manta térmica, e a bebê recebeu apenas glicose nesse período.

A Secretaria Municipal de Saúde contestou essa versão. Em nota, a pasta informou que "o recém-nascido recebeu todo o cuidado indicado tanto na UPA de Del Castilho quanto no Hospital Maternidade Carmela Dutra" e que "não procede a informação sobre falta de material nas unidades".

A menina foi transferida para a Maternidade Carmela Dutra. Vitória permaneceu como acompanhante até ser informada de que a mulher apontada como mãe da bebê seria levada para a mesma unidade. A fotógrafa disse ter ouvido profissionais de saúde comentarem que a mulher havia sofrido um aborto, e soube depois que ela estava internada com hemorragia e pressão alta.

No domingo (25), Vitória tentou visitar a bebê, mas teve a entrada negada. Segundo ela, as visitas à criança estavam proibidas.

Vitória quer adotar a menina

A fotógrafa declarou que pretende lutar pela guarda da bebê. "Eu queria ficar com a bebê. Vou entrar na Justiça. Estamos em contato com um advogado para saber o que podemos fazer", afirmou. Uma assistente social da maternidade deveria estar disponível nesta segunda-feira (26) para conversar sobre o caso.

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A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que o Conselho Tutelar da área acompanha a situação, mas não deu mais detalhes. "Por se tratar de um caso envolvendo um recém-nascido, as informações estão sob segredo de Justiça", justificou a pasta.

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