SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ex-vereadora Patrícia Poncini, de Boituva, morreu nesta quinta-feira (17) após ser esfaqueada na sede do SOS (Serviço de Obras Sociais), entidade não governamental que ela presidia em Boituva, no interior de São Paulo.

Ela e a coordenadora do SOS, Andrea Bento, foram atacadas por um funcionário terceirizado. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros socorreram as duas e tentaram reanimar a presidente.

Patrícia não resistiu e Andrea está em recuperação no Hospital São Luiz, em uma situação considerada estável.

O ataque aconteceu na manhã dessa quinta. Após fugir do local, o suspeito fez contato com a Guarda Civil Militar de Boituva e se entregou em uma rodovia que dá acesso a Sorocaba.

Patrícia foi vereadora em duas legislaturas, de 2000 a 2004 e de 2005 a 2008, pelo PMDB.

Professora da rede municipal de ensino, ela foi diretora de escolas de educação infantil e de ensino fundamental. Como parlamentar, defendeu pautas ligadas à educação e à saúde da mulher.

 

"Diante da brutalidade desse crime, esperamos uma apuração rigorosa e a responsabilização do autor com todo o rigor da lei. A violência contra a mulher não pode ser tolerada nem permanecer impune", disse, em nota, a direção da Câmara Municipal.

A Prefeitura de Boituva decretou luto oficial de três dias.

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"Foi uma mulher com uma história de trabalho e dedicação à nossa cidade, cuja partida, de maneira tão violenta, causa indignação e uma dor difícil de expressar" afirmou o prefeito Edson Marcusso (PSD).

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