REDE DE AGIOTAGEM

Presa agiota foragida de 22 anos que aterrorizava vítimas

Maria Luiza era a última investigada procurada pela PCDF, que fez operação contra rede que movimentou R$ 10 milhões na região

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Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, investigada por integrar um grupo criminoso acusado de agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa, foi presa na cidade de Lagoa da Confusão (TO). A suspeita era a única foragida entre os alvos de 12 mandados de prisão preventiva expedidos na Operação Iustitia Victis, deflagrada na última quinta-feira (10/9) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em conjunto com forças de segurança de Goiás e Tocantins.

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A suspeita é apontada pela PCDF como responsável por captar clientes para a rede de agiotas e participar ativamente das cobranças ostensivas e extorsões contra feirantes e comerciantes do DF. As investigações revelaram que o grupo cobrava juros abusivos superiores a 20% ao mês e movimentou mais de R$ 10 milhões em um período de oito meses, utilizando contas de empresas e de familiares para ocultar o dinheiro. A prisão foi efetuada nesse domingo (13/9) pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC) da Polícia Civil do Tocantins (PC/TO).


A conduta de Maria Luiza ganhou destaque na investigação devido à violência das ameaças dirigidas a parentes de inadimplentes. Em um dos áudios obtidos pelos investigadores, a suspeita ameaçou "encher de balas" a cara da filha de um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, que tirou a própria vida dentro do estabelecimento em março de 2025, sufocado por dívidas que começaram em R$ 4 mil e escalaram com cobranças diárias.



Mesmo após a prisão temporária de outros integrantes do grupo na semana anterior, a investigada teria ido à residência de uma das vítimas, acompanhada de um homem armado, para exigir cópias de depoimentos prestados à polícia e tentar coagir testemunhas.


A decisão judicial que determinou a prisão preventiva apoiou-se em análises financeiras, imagens de câmeras de segurança que identificaram Maria Luiza no prédio de uma das vítimas e dados de terminais telefônicos utilizados para intimar os devedores. Com a localização da suspeita, todos os 12 mandados de prisão preventiva expedidos no âmbito da operação foram cumpridos.

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A ré permanece à disposição da Justiça do DF, enquanto as investigações prosseguem para mapear outras possíveis conexões do esquema. 


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