A Imperatriz transformou a Marquês de Sapucaí em um grande espetáculo de ilusionismo e emoção. As ilusões da comissão de frente da Imperatriz, que homenageou Ney Matogrosso, viraram assunto imediato nas redes sociais e arrancaram gritos da arquibancada, consolidando um dos momentos mais impactantes da noite.

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O auge veio com a comissão de frente. Em cena, quatro versões de Ney se revezavam em um grande palco cenográfico. Ao todo, 15 bailarinos encarnaram fases distintas do artista, incluindo referências ao grupo Secos & Molhados.

Em um dos momentos mais comentados, um Ney quase nu atravessava um espelho e surgia do outro lado com o figurino icônico da estreia da banda nos anos 1970. No desfecho, um bailarino desaparecia sobre um piano; um tecido cruzava o palco e, no alto do tripé alegórico, um novo Ney aparecia enrolado no pavilhão da escola. A transformação, sincronizada com a paradinha da bateria, fez a Sapucaí sustentar o canto "no gogó".

Veja imagens:

Homenageando Ney Matogrosso, de 84 anos, a escola apresentou um desfile concebido pelo carnavalesco Leandro Vieira como "um potpourri sonoro traduzido por signos e imagens carnavalescas". Mesmo sem ter sido um dos sambas mais celebrados no pré-carnaval, o público cantou do início ao fim.

Universo plural e impacto visual

O desfile percorreu diferentes fases da carreira solo, com referências a álbuns como Bandido e Pecado. Figurinos com macramê, lantejoulas, pelos e elementos que dialogam com a estética andrógina e o movimento gay power reforçaram a diversidade estética proposta pelo enredo.

Na última alegoria, inspirada na obra "O Jardim das Delícias Terrenas", de Hieronymus Bosch, Ney desfilou ao centro, cercado por componentes pintados de verde.

Outro ponto alto foi o carro inspirado em "O Vira", com um lobisomem hiperealista de 20 metros, cujas garras articuladas e efeitos de luz ampliaram a sensação de realismo.

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Mesmo após um contratempo na entrada de um dos carros, a bateria comandada por mestre Lolo sustentou o ritmo com bossas e coreografias que mantiveram o público em êxtase, ao lado da rainha Iza, que desfilou com fantasia vermelha e serpente cenográfica inspirada em "Pecado".

IZA como rainha no desfile da Imperatriz Leopoldinense – Foto: Alex Ferro | Riotur
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