RISCOS GEO-HIDROLÓGICOS

Sudeste concentra metade dos alertas de desastres emitidos em 2025, diz Cemaden

Manaus, São Paulo e Petrópolis foram as cidades com mais notificações emitidas no ano passado

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O Sudeste do país concentrou quase metade dos alertas de desastres emitidos em 2025. De 2.505 notificações, 1.232 foram para a região. Do total de avisos, 1.395 foram relacionados a chuvas, como inundações e enxurradas, e 1.110 a riscos como os de deslizamentos. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (16/1).

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A informação é do Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais (Cemaden) e considera 415 municípios do Sudeste monitorados pelo centro, entre 1.133 acompanhados em todo o país, número que também foi aumentando desde 2011, ano de criação do órgão. Já o número de recorrências também teve proporção similar no Sudeste do país, com 642 das 1.493 ocorrências registradas, cerca de 43% do total.

 

“Mesmo com a redução observada em 2025, o volume foi significativo. Logo, é fundamental o monitoramento contínuo, incluindo manutenções das redes observacionais e ações de redução de riscos, de modo a tornar as cidades e as populações mais resilientes aos eventos extremos de chuvas”, avalia a diretora do Cemaden, Regina Alvalá. “Destaca-se ainda que a região Sudeste do Brasil, que concentrou quase 50% dos alertas é também a região que inclui o maior número de municípios monitorados e de população exposta aos riscos de desastres geo-hidrológicos”, explica.

A situação é esperada pelo Cemaden por causa da combinação de fatores como a frequência de chuvas intensas, a densidade urbana e populacional e a quantidade de municípios monitorados na região.

Manaus, São Paulo e Petrópolis foram as cidades com mais notificações emitidas no ano passado, com 69, 49 e 30 alertas, respectivamente. No estado paulista, há ainda Ubatuba (23), Santo André (21), São Sebastião (17) e Guarulhos (17) entre os municípios com mais avisos.

Tanto o número de notificações quanto o de ocorrências são mais baixos do que os registrados em anos anteriores. Os recordes desde a época da criação do centro, em 2011, ocorreram em 2024 para os alertas, com 3.620 emitidos, e em 2022 para os registros de ocorrências, com 1.984.

Apesar disso, o centro indica que há uma tendência de aumento na ocorrência de desastres, tanto pela melhor capacidade de registro quanto pela intensidade de eventos extremos.

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Entre as ocorrências de desastres registradas, 68%, ou 1.014, foram relacionadas a chuvas fortes, e quase nove de cada dez registros foram classificados como de pequeno porte, com danos localizados em ruas e bairros.

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