O casal José e Rocío, pais de seis filhos, enfrentam despesas que chegam a 7.000 euros mensais. Com a inflação e o custo da habitação na Espanha, o casal afirma que muitas vezes termina o mês no vermelho, mesmo com uma renda que depende de seus negócios. Eles comandam uma pizzaria na cidade de Andaluzia.

A história da família foi contada no programa "Andalucía 360", do Canal Sur, que entrevistou diversos moradores da região autônoma da Espanha para entender como lidam com o aumento de preços. O casal, que que também tem dois gatos, precisa de muita organização para fechar as contas.

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Supermercado virou desafio

O maior impacto da inflação foi sentido nas compras de supermercado, com um gasto que pode ultrapassar 1.200 euros por mês. "Quando vamos às compras, enchemos quase três carrinhos, uma média de 300 a 400 euros por semana", relata o casal.

Para economizar, Rocío adota uma rotina diária. Ela usa aplicativos dos três maiores supermercados, verifica as ofertas de cada um durante a noite e anota em um caderno o que precisa comprar em cada estabelecimento. "Sempre procuramos ofertas e cupons, buscamos o melhor preço em todos os lugares", explica. Há poucos anos, a mesma compra semanal custava cerca de 150 euros.

A economia se estende às roupas, que são passadas entre os irmãos. "Chegou ao ponto de algumas delas terem altura e peso parecidos, e simplesmente compartilharem roupas", contou Rocío. Seus filhos têm idades entre 19 e 5 anos.

Quando surgem despesas inesperadas, a família recorre ao cartão de crédito. A dívida é quitada posteriormente com a renda dos negócios em períodos de maior movimento. "Frequentemente começamos o mês no vermelho. Temos uma carga de pagamentos tão pesada que não podemos descansar", desabafa José.

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Questionado pelo apresentador Pedro García Aguado sobre os gastos mensais com moradia, alimentação, gasolina e contas, José estimou um total entre 6.000 e 7.000 euros.

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