Uma tempestade de granizo com pedras de até 12 centímetros atingiu Assunção e cidades próximas, no Paraguai, entre a tarde e a noite de sábado (3/10). O temporal registrou chuvas intensas e rajadas de vento próximas de 100 km/h.

Moradores de Assunção, Ñemby, Fernando de la Mora, San Lorenzo, Lambaré e Luque registraram carros com para-brisas quebrados e latarias amassadas. Telhados de residências também foram danificados. Não houve registro de feridos, segundo o site paraguaio Diario Hoy.

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Danos em hospital infantil

O Hospital Materno Infantil de Fernando de la Mora teve cerca de 80% de suas telhas danificadas pelas pedras de gelo. A estrutura comprometida permitiu a entrada de água em quase todos os setores da unidade.

O serviço de radiologia precisou ser interditado devido às infiltrações e ao risco de danos aos equipamentos elétricos. A farmácia e o parque sanitário também foram afetados pela água, que atingiu as áreas de emergência adulta e pediátrica.

O temporal ainda provocou alagamentos nas partes frontal e posterior do hospital. As duas ambulâncias da unidade tiveram os para-brisas quebrados.

Falta de energia e ruas inundadas

Diferentes pontos da região ficaram sem energia elétrica. A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) ativou um código amarelo para acelerar o atendimento aos usuários afetados pela interrupção.

Um balanço da empresa informou que 58 linhas de 23 mil volts ficaram fora de serviço. Desse total, 39 já haviam sido restabelecidas. A tempestade também deixou ruas inundadas e atingiu outras estruturas comerciais e residenciais.

Alerta e explicação do fenômeno

A Direção de Meteorologia e Hidrologia (DMH) já havia emitido um alerta de tempo severo para a Região Oriental do Paraguai. A previsão apontava chuvas, granizo e rajadas de vento que poderiam superar os 100 km/h.

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Eduardo Mingo, diretor da DMH, explicou à rádio Ñandutí que a ocorrência de granizo é típica da primavera no Cone Sul. Ele avalia que a intensidade do temporal pode ter sido "amplificada" pela influência do El Niño, fenômeno que deve ser o mais intenso das últimas décadas.

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