FRANÇA

Passageira enfrenta barreiras para embarcar em ônibus, mas reage com a própria cadeira de rodas

Especialista em inclusão supera barreiras no transporte público: entenda como o respeito aos procedimentos corretos garante a mobilidade de todos

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Uma mulher em cadeira de rodas elétrica bloqueou a saída de um ônibus na França após ter o embarque recusado. O veículo seguia em direção a Chambourcy quando ela se posicionou na rua diante do coletivo. Em gravação feita no local na noite de segunda-feira (12), ela declarou: "então, agora vocês resolvem o problema ou não saem daqui, é simples assim. Já está passando dos limites!".

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O bloqueio durou cerca de meia hora e exigiu a intervenção da polícia municipal. Depois de liberar o veículo, a passageira seguiu para outro ponto de parada. No local, quatro ônibus passaram direto sem realizar o embarque. Ao todo, ela enfrentou mais de duas horas para percorrer 1,5 quilômetro até o hotel.

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A passageira é Odile Maurin, moradora de Toulouse e especialista em acessibilidade. Ela estava na cidade a trabalho no Instituto Nacional Superior de Formação e Pesquisa para a Educação Inclusiva (INSEI). Naquela noite, o motorista afirmou que tentou acionar a rampa de embarque, mas o mecanismo não funcionou.

Maurin explicou que a manobra foi feita de forma incorreta. Para o funcionamento correto da rampa de embarque, o veículo urbano precisa primeiro ter a suspensão rebaixada de um dos lados para se aproximar do chão. Em seguida, a rampa deve ser aberta para só depois liberar a porta. O condutor tentou estender o equipamento sem abaixar o ônibus para economizar tempo, o que travou o sistema.

Normas técnicas e capacitação

Na manhã do mesmo dia, um incidente semelhante ocorreu na mesma rede operada pela Transdev Boucle des Lys para a Île-de-France Mobilités. Outro condutor alegou defeito no equipamento. Após dez minutos de insistência da especialista, o mecanismo funcionou normalmente. Ela apontou a necessidade de melhor formação dos condutores e relembrou a responsabilidade de verificar os itens do veículo antes do início do turno.

A empresa Transdev afirmou que seus motoristas recebem treinamento adequado e têm a segurança como prioridade. Segundo a concessionária, a parada noturna, chamada Grande ceinture, na linha 6304, não atende aos padrões de acessibilidade. A empresa relatou que o motorista avisou sobre as condições do local, mas tentou abrir o dispositivo devido à insistência da usuária, causando o travamento.

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Diante da situação enfrentada no transporte, Maurin afirmou: "o que fazem as pessoas com deficiência passar. Não aceitariam um décimo disso para as pessoas sem deficiência".


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