Morador de 32 anos troca de vida e vai para vila de 18 habitantes, mas são os custos de vida que chamam atenção
Cansado dos altos custos da cidade, espanhol reforma estábulo nas Astúrias e impressiona ao gastar menos de 20 euros por mês com energia elétrica
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Aos 32 anos, Ibon Berasategui deixou a cidade de Saint-Sébastien para morar em uma vila de apenas 18 habitantes, nas Astúrias. O espanhol cansou do barulho, da poluição e dos custos elevados da rotina urbana para concretizar um desejo antigo: ter uma residência cercada pela natureza, com horta, árvores frutíferas e galinhas.
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Segundo o jornal "El Español", a iniciativa avança com a transformação de um estábulo comprado pelo morador. Apenas o processo burocrático para autorizar a mudança de uso do espaço custou entre 10 mil e 15 mil euros, sem que o valor total da reforma tenha sido divulgado.
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Diferença de preços no mercado imobiliário
A economia imobiliária motivou a transferência de endereço. De acordo com os indicadores urbanos de 2025 do Instituto Nacional de Estatística, a diferença no valor do metro quadrado pode se aproximar de 4 mil euros entre grandes cidades e municípios com menos de 10 mil habitantes.
Em Saint-Sébastien, o metro quadrado atingiu 5.317 euros em 2024. Já em Villena, na província de Alicante, a quantia ficou em 603 euros. Em regiões rurais, o Ministério da Habitação calcula índices entre 300 e 450 euros por metro quadrado.
Despesas reduzidas com água e luz
As contas básicas chamaram a atenção de Berasategui logo na chegada. O morador afirmou: "é ridículo, mas aqui pagamos 5 euros por ano pela água, acho incrível". As tarifas elétricas seguem o mesmo padrão. Um vizinho gasta entre 17 e 18 euros mensais de luz, situação que motivou comentários sobre a desnecessidade de instalar painéis solares para valores tão baixos.
Atualmente, Berasategui ainda não reside no estábulo reformado. Ele aluga um apartamento no vilarejo com Axel, amigo nômade digital que o incentivou a deixar a cidade grande.
A troca de endereço exigiu superação de dúvidas. Berasategui admitiu o medo da solidão: "sempre pensei: vou estar mais sozinho do que nunca". Pessoas próximas também reforçavam inseguranças, dizendo que ele era jovem demais para sair do ninho, que ficaria sozinho e não encontraria companhia.
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Após adiar a decisão repetidas vezes, ele constatou que gostava da própria companhia e que não enfrentava barreiras concretas para iniciar a vida rural.