Mofo, comida escassa e exaustão: os bastidores da missão recorde do USS Abraham Lincoln
Em missão na Operação Epic Fury, navio se aproxima de marca histórica de dias no mar e expõe escassez na frota de porta-aviões dos EUA
compartilhe
SIGA
O porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) da Marinha dos Estados Unidos está em uma missão que se aproxima de recordes históricos. Até o início de agosto de 2026, a embarcação completou 237 dias contínuos no mar e 258 dias totais de deslocamento, em grande parte devido ao seu papel na Operação Epic Fury, iniciada em fevereiro. A situação levanta questões urgentes sobre a prontidão da frota naval norte-americana.
A situação evidencia um problema crescente para as forças armadas americanas. Embora a Marinha dos EUA opere uma frota de superporta-aviões, nem todos estão disponíveis para missões a qualquer momento. Muitos se encontram em longos períodos de manutenção, reparos ou em fase de treinamento, criando um gargalo operacional que força navios ativos a permanecerem em combate por mais tempo.
Leia Mais
Qual o motivo da longa permanência no mar?
A principal razão para o deslocamento prolongado do USS Abraham Lincoln, que partiu de San Diego em novembro de 2025, é a falta de um porta-aviões disponível para rendê-lo. A missão, originalmente planejada para sete meses, já foi estendida duas vezes devido a atrasos na manutenção de outras embarcações da frota. A necessidade de manter presença estratégica foi intensificada pela participação ativa do grupo de ataque na Operação Epic Fury, uma campanha contra o Irã, durante a qual o navio lançou mísseis Tomahawk e realizou milhares de surtidas aéreas.
O que é um porta-aviões da classe Nimitz?
Os porta-aviões da classe Nimitz são navios de propulsão nuclear que formam a espinha dorsal da frota da Marinha dos EUA. Com mais de 300 metros de comprimento e uma tripulação de aproximadamente 5.000 marinheiros, eles são capazes de transportar até 90 aeronaves e projetar poder aéreo em qualquer parte do mundo. O USS Abraham Lincoln (CVN-72) é o quinto navio desta classe, e sua capacidade de operar de forma autônoma por longos períodos está sendo levada ao limite na atual missão.
Como a escassez de porta-aviões afeta a Marinha dos EUA?
A dificuldade em manter um número suficiente de porta-aviões em prontidão de combate gera consequências diretas para a estratégia de defesa dos Estados Unidos. Esse cenário impacta a capacidade de resposta a crises e de projeção de força global. Os principais efeitos são:
Desgaste acelerado: navios e aeronaves em serviço são usados de forma mais intensa, o que reduz sua vida útil e aumenta a necessidade de manutenções futuras.
Sobrecarga da tripulação: missões prolongadas afetam severamente o moral e a saúde mental dos militares. Familiares da tripulação do Lincoln reportaram formalmente à liderança da Marinha preocupações sobre as condições a bordo, incluindo mofo, escassez de alimentos e falta de itens básicos.
Lacunas estratégicas: a falta de um porta-aviões em uma região crítica pode ser interpretada como uma fraqueza por adversários, alterando o equilíbrio de poder local.
Atrasos em cronogramas: a necessidade de estender missões atuais interfere no planejamento de futuras operações, treinamentos e manutenções de toda a frota.
Apesar da presença de outros porta-aviões na região, como o USS George H.W. Bush também no Mar da Arábia, a demanda operacional continua alta, forçando a extensão de missões como a do Lincoln para manter a projeção de força dos EUA.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.