USS Gerald R. Ford: assim é o maior porta-aviões do mundo
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O porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, está posicionado no Mar Mediterrâneo, e deve participar de um eventual ataque contra o Irã, se o presidente Donald Trump assim o ordenar.
Os Estados Unidos ameaçaram realizar ações militares contra Teerã se as negociações sobre o programa nuclear iraniano fracassarem, e enviou um enorme destacamento de forças ao Oriente Médio, que inclui o USS Gerald R. Ford.
A seguir, a AFP analisa algumas informações-chaves sobre esta embarcação.
- Um enorme navio de guerra -
Este barco, em serviço desde 2017, é o primeiro porta-aviões da classe Ford, um novo projeto que substituirá gradualmente a classe Nimitz. A embarcação de 13 bilhões de dólares (R$ 66,9 bilhões na cotação atual) realizou sua primeira missão em 2022.
É alimentado por dois reatores nucleares e tem capacidade de deslocamento de 100.000 toneladas longas a plena carga. Possui mais de 335 metros de comprimento e pode navegar a mais de 55 km/h.
Conta com uma tripulação de mais de 4.000 marinheiros, transporta dezenas de aviões de combate e é escoltado atualmente por três contratorpedeiros de mísseis guiados.
- Oito meses no mar -
O USS Gerald R. Ford está há mais de oito meses no mar e fez parte das operações americanas no Caribe, onde as forças americanas realizaram ataques contra embarcações suspeitas de narcotráfico e interceptaram petroleiros sancionados.
Também fez parte do destacamento que realizou um ataque na Venezuela para derrubar e capturar o então presidente Nicolás Maduro.
O porta-aviões, no entanto, tem registrado problemas significativos com seu sistema de esgoto enquanto está no mar. A imprensa americana tem reportado congestionamentos e longas filas para usar os banheiros do navio.
O problema não é uma novidade.
Um relatório de 2020 do Escritório de Prestação de Contas do governo indicou que o sistema de esgoto do navio sofria "obstruções inesperadas e frequentes" e requeria lavagens ácidas regulares para sua limpeza, a um custo de 400 mil dólares (cerca de R$ 2 milhões) cada vez.
A Marinha reconheceu os relatos sobre problemas com os banheiros em um comunicado na quinta-feira. Citando o comando do navio, afirmou que "os incidentes de obstrução são resolvidos rapidamente por pessoal treinado em controle de danos e engenharia, com tempo de inatividade mínimo".
- Destacamento no Oriente Médio -
O USS Gerald R. Ford passou cerca de três meses no Caribe, antes que Trump ordenasse, no início de fevereiro, que se dirigisse ao Oriente Médio, em um contexto de tensão crescente com o Irã.
Entrou no Mediterrâneo em 20 de fevereiro e depois navegou até a ilha grega de Creta, onde foi abastecido com alimentos, combustível e munição na baía de Suda, antes de zarpar na quinta-feira.
Imagens de satélite mostravam o navio a cerca de 660 km do porto israelense de Haifa, para onde está se dirigindo nesta sexta-feira, segundo os meios de comunicação.
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