Internacional

Democratas exigem investigação sobre condições a bordo de porta-aviões enviado ao Oriente Médio

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Os democratas do Congresso dos Estados Unidos exigiram respostas sobre as condições a bordo do USS Abraham Lincoln, após relatos de escassez de alimentos, problemas de encanamento e crise de saúde mental durante o deslocamento do porta-aviões.

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O USS Abraham Lincoln partiu de San Diego, Califórnia, em 21 de novembro de 2025, para cumprir uma missão no Mar do Sul da China. O porta-aviões foi desviado para o Oriente Médio antes dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que iniciaram a guerra em 28 de fevereiro.

Em uma carta enviada na quarta-feira (12) ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, o senador Richard Blumenthal pediu que a Marinha apresente informações sobre as condições a bordo do porta-aviões, que está em missão há mais de 250 dias e sem tocar a terra "há mais de 200 dias, o que estabelece um recorde".

O senador Ruben Gallego pediu na rede social X "uma visita oficial de supervisão com a delegação bipartidária do Senado ao USS Lincoln para investigar as alarmantes condições denunciadas".

Em duas reuniões recentes, familiares discutiram com o alto comando da Marinha sobre as difíceis condições — incluindo a escassez de alimentos — enfrentadas pelos 5 mil marinheiros e fuzileiros navais a bordo do USS Lincoln e exigiram saber quando seus parentes retornariam para casa, informou a emissora MS NOW.

Alguns denunciaram graves problemas de saúde mental e tentativas de suicídio a bordo.

"As histórias de membros da tripulação que ameaçam pular do navio são um sinal de alerta assustador de quão grave a situação se tornou: chuveiros com mofo, água quente esporádica, refeições e sabonete racionados, banheiros quebrados e exaustivas jornadas de 12 a 16 horas sem dias de folga", escreveu Gallego em sua publicação na quarta-feira.

"A forma como (o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) está tratando nossos militares enquanto conduz esta guerra ilegal não é apenas repugnante, é perigosa", afirmou.

A Marinha dos Estados Unidos não respondeu até o momento a um pedido de comentário da AFP.

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sla/ane/mvl/arm/fp

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