Influenciadora se muda para apartamento a 1,5 km do marido e revela motivo
Marcela Hill e o marido resolveram adotar o 'Living Apart Together'; entenda como a distância pode unir ou prejudicar casais
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A influenciadora estadunidense Marcela Hill viralizou nas redes sociais por conta da decisão de se mudar para um apartamento a menos de um quilômetro e meio da casa do marido. Em um vídeo, ela afirma que a configuração não convencional transformou seu relacionamento para melhor, gerando um debate sobre o tema.
“Meu marido mora na nossa casa, a menos de um quilômetro e meio de distância, e eu moro em um apartamento na mesma rua porque simplesmente não queria mais morar lá. O jeito que ele vive e o jeito que eu vivo são muito, muito diferentes. Não estava dando certo por muito tempo, mas nos amamos”, contou.
Segundo ela, a decisão não tem ligação com crise no casamento ou desejo de um divórcio. Mas que a decisão ajudou ela e o marido a mudarem o estilo de vida.
"Ele está redecorando a casa. O homem está fazendo coisas que eu nunca o vi fazer. Ele está se alimentando sozinho... Está saindo com novos amigos. Está cuidando do jardim regularmente”, declarou.
"Enquanto isso, estou indo à academia regularmente, me alimentando para nutrir meu corpo e fazendo longas caminhadas. Estou construindo minha empresa de forma constante. Estamos passando mais tempo em família do que nunca. Nosso casamento nunca esteve melhor", garantiu.
Marcela e o marido não são um caso único. Conhecido como "Living Apart Together" (LAT), ou "Morando Juntos Separados", o arranjo se tornou mais comum nas últimas duas décadas.
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Longe um do outro
Nos Estados Unidos, 3,89 milhões de pessoas casadas vivem separadas de seus cônjuges. Especialistas em relacionamento afirmam que alguns casais escolhem intencionalmente casas separadas para preservar a independência e reduzir o atrito diário, não por estarem com problemas.
Hill explicou que anos tentando fazer a coabitação funcionar deixaram o casal sobrecarregado por desentendimentos domésticos. Agora, eles se veem regularmente, saem para encontros e frequentemente dormem juntos, mas cada um tem seu próprio espaço para se retirar quando necessário.
Riscos e custos
Críticos apontam desvantagens, como o alto custo de manter duas residências, desafios logísticos para famílias com filhos e a necessidade de esforço constante para manter a conexão emocional. Outro risco é que a distância física mascare, em vez de resolver, problemas mais profundos.
A terapeuta de relacionamentos Mary McLaughlin, com mais de 25 anos de experiência, diz que o arranjo não é necessariamente um sinal de alerta. "Já vi casamentos felizes em que os casais dormem em quartos separados e casamentos infelizes em que dormem juntos. Se ambos sentem que está funcionando, eu não veria isso automaticamente como um problema", explicou ao NY Post.
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No entanto, ela questiona se a separação de lares resolve a questão real ou apenas facilita evitá-la. "Morar separado pode aliviar parte da pressão, mas não aborda o que criou os problemas em primeiro lugar." Segundo McLaughlin, o risco é que o espaço se transforme em evitação e a independência comece a parecer mais confortável que a intimidade.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.