Ex-ministra britânica Ann Widdecombe é encontrada morta em casa
Polícia investiga caso como homicídio. Homem preso chegou a ser apontado como suspeito, mas foi liberado e não faz mais parte da investigação
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A ex-ministra britânica Ann Widdecombe foi encontrada morta em casa, na região de Haytor Vale, no sudoeste da Inglaterra, na última quinta-feira (9/7). A polícia britânica investiga o caso como homicídio, mas afirma que, até o momento, não há indícios de motivação política ou terrorismo.
As autoridades foram acionadas pouco depois do meio-dia e encontraram a ex-parlamentar com ferimentos graves em sua residência. Exames periciais seguem sendo realizados no imóvel para esclarecer as circunstâncias do crime.
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Na sexta-feira, um homem britânico de 26 anos chegou a ser preso em Newton Abbot, cidade localizada a cerca de 15 quilômetros da casa de Widdecombe. Horas depois, porém, ele foi liberado e deixou de ser considerado suspeito.
Em comunicado, o chefe-assistente da Polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman, afirmou que a investigação ainda está nos estágios iniciais, mas avança rapidamente. "Nosso foco permanece em identificar os responsáveis e garantir que todas as evidências disponíveis sejam minuciosamente examinadas", afirmou.
Segundo a corporação, o homem preso não faz mais parte da investigação.
Trajetória na política
Ann Widdecombe foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010. Durante o governo do ex-primeiro-ministro John Major (1990-1997), ocupou diversos cargos ministeriais de menor escalão.
Após deixar o Parlamento britânico, se tornou comentarista de televisão e participou de programas de entretenimento, como os realities “Strictly come dancing” e “Celebrity big brother”. Posteriormente, filiou-se ao Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage. Entre 2019 e 2020, foi deputada do Parlamento Europeu e, mais recentemente, atuava como porta-voz de imigração do partido Reform UK.
Ao longo da carreira, Widdecombe ficou conhecida por defender posições socialmente conservadoras. Era contrária ao aborto e à ampliação dos direitos da população LGBT. Também defendia que presidiárias grávidas permanecessem algemadas durante o parto para evitar fugas e chegou a afirmar que mães solteiras representavam um mau exemplo para os filhos.
Homenagens
A morte da ex-ministra provocou manifestações de pesar de políticos de diferentes partidos. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o país se une para reconhecer sua trajetória no serviço público.
The whole country will be utterly shocked by the awful news about the circumstances of Ann Widdecombe’s death.
— Keir Starmer (@Keir_Starmer) July 10, 2026
Today we come together across the political divide and I pay tribute to Ann’s dedication during her many years of public service.
My thoughts and deepest condolences… pic.twitter.com/hXps6A9s78
"Hoje, nos unimos, independentemente de nossas posições políticas, e presto homenagem à dedicação de Ann durante seus muitos anos de serviço público. Meus pensamentos e mais sinceras condolências estão com a família e os amigos de Ann", escreveu na rede social X.
O ex-primeiro-ministro Boris Johnson também prestou homenagem à ex-parlamentar. Em publicação na mesma plataforma, descreveu Widdecombe como "uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador que era muito difícil discursar depois dela".
Sadness at the death of Ann Widdecombe now turning to anger and bewilderment at the news that she seems to have been murdered. We need the facts as fast as we can. https://t.co/MXv9pIgSFC
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— Boris Johnson (@BorisJohnson) July 10, 2026